DIVERSIDADE Há vários motivos que explicam a resistência do cheque. Um deles é a extensão territorial e a diversidade brasileira. Os pagamentos digitais predominam nos grandes centros. Nas regiões menos urbanizadas, as deficiências da tecnologia e a falta de cultura retardam o avanço tecnológico. “Quando surge uma nova tecnologia, ela não apaga as demais. Modalidades diferentes de pagamentos tendem a coexistir. Se não fosse assim, o fiado e o crediário não existiriam mais”, disse a CEO do bureau de crédito proScore, Mellissa Penteado.
Para ela, o Pix é uma revolução tecnológica importante, mas isso não garante sua aceitação automática. Outras variáveis precisam ser consideradas. “Há gerações que não acompanham essa evolução, bem como regiões do País onde a infraestrutura é deficiente”, afirmou. Nem mesmo o Pix parcelado, que promete substituir o tradicional pré-datado, deve substituir o talão. A clientela mais tradicional não está confiante devido aos golpes e às fraudes. “Nenhuma forma de pagamento é totalmente segura, porque a tecnologia avança tanto nos benefícios quanto na criatividade de quem está mal-intencionado.”
Há outras características do cheque, que o microempresário Silva, e muitos como ele, conhecem bem. Se o emissor for de confiança, a folhinha é dinheiro líquido e certo. Capital que pode ser usado para financiar as próprias compras com os fornecedores. Outra vantagem é evitar taxas. “Cheque é bom porque estou livre das taxas das maquininhas de cartão”, disse Silva. Ao usar o recurso tradicional, os comerciantes estão livres das tarifas e do desconto cobrado na antecipação dos recebíveis de crédito e débito.
Matéria de Isto É Dinheiro
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