Em uma das ligações, Dorsa conversa com o vice-reitor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), João Ricardo Tognini. Em junho de 2012, eles falaram sobre uma série de reportagens produzida pela equipe da TV Morena, afiliada da Globo no estado. “Nós pegamos eles [reportagem] na curva. E aí, na hora que eles chegarem, você já pega, Dorsa, e já deixa em cima da sua mesa a planta do PAM. O empenho, já. E esfrega tudo na cara deles. Essa coisa toda. Você tem habilidade de sobra, mas eu acho que seria interessante estar munido, assim, de um material para dar a volta neles”, disse Tognini.
No dia da reportagem, Dorsa admitiu as dificuldades de atendimento do hospital, tentando ressaltar que é preferível tentar atender os pacientes a deixá-los desamparados. “Onde colocaríamos esses pacientes senão nos corredores? Não atenderíamos esses pacientes? Talvez fosse pior a gente fechar as portas e atender somente dentro da nossa capacidade instalada”.
Na mesma época, Dorsa e o então diretor do Hospital do Câncer, Adalberto Siufi, falaram sobre formas como calar a imprensa. “Tem que mandar fechar essa TV Morena. Não adianta falar com o subalterno, não. O senhor tem influência política, tem influência com algumas pessoas que podem ajudar a gente de alguma maneira para bloquear, para acabar”, sugeriu Dorsa. Na sequência, Siufi afirmou que falaria com um amigo para “ver o que conseguimos segurar”.
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