De acordo com as investigações da Polícia Federal, João Dantas Clementino não era apenas um participante, mas sim um **chefe de um dos núcleos da organização criminosa**. Este grupo era responsável pela distribuição de drogas em diversas localidades, com especial atuação no estado da Paraíba. Em abril de 2015, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) já havia oferecido denúncia contra o ex-vereador e outras 55 pessoas envolvidas no esquema, detalhando a **estrutura e a permanência da quadrilha**.
O caso veio à tona com a **Operação Passaguá**, deflagrada em dezembro de 2014. A investigação, que durou cerca de um ano e meio, revelou como a organização criminosa **aliciava vendedores de redes de São Bento para o transporte de entorpecentes**. A droga, principalmente maconha, era proveniente de estados como Pernambuco e Bahia, e também chegava através de rotas que passavam por Foz do Iguaçu (PR) e Mato Grosso do Sul. Já a cocaína tinha origem em São Paulo e no Paraná. Durante a operação, foram apreendidos impressionantes **60 mil pés de maconha** em Riacho dos Cavalos e mais de 130 quilos da droga escondidos em um caminhão de redes, evidenciando a **escala do tráfico interestadual**.
O grupo criminoso utilizava **estratégias elaboradas para dificultar a ação policial**, como o uso de compartimentos secretos em veículos adaptados, o emprego de contas bancárias de terceiros para movimentar dinheiro e a comunicação por meio de linguagem codificada. Um dos núcleos da quadrilha, localizado em Campina Grande, era responsável pela coordenação da distribuição em vários bairros da cidade, mantendo conexões com grupos em São Bento, Foz do Iguaçu e São Paulo. As autoridades classificaram a atuação como um **esquema organizado voltado para o lucro com o tráfico de drogas**, com ramificações significativas em todo o país.
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