A participação dos Estados Unidos na guerra entre Israel e Irã aumentou os temores relacionados ao risco de uma contaminação nuclear. A Casa Branca usou bombas especiais para atacar três das principais instalações nucleares iranianas neste fim de semana.
Um dos pontos bombardeados foi o complexo subterrâneo de Fordo. O local é considerado estratégico porque foi projetado para produzir graus mais puros de urânio. No entanto, isso torna maior o perigo de vazamento do material radioativo.
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Apesar do aumento das tensões globais, Gerardo Portela, engenheiro especialista em risco e segurança, afirma que não há motivo para preocupação imediata em relação a incidentes nucleares. Ele explica que as instalações nucleares não possuem bombas atômicas, por exemplo. Além disso, o especialista destaca que existem diversos sistemas de segurança nestes espaços. Mesmo assim, isso não quer dizer que uma eventual contaminação seja impossível..
As fábricas que produzem a matéria-prima para os reatores nucleares também são consideradas instalações nucleares porque elas possuem materiais com potencial para serem causadores de uma contaminação ou ainda de uma irradiação de grande potencial. São acidentes que são possíveis porque existem materiais radioativos.
Gerardo Portela, engenheiro especialista em risco e segurança
Portela ainda destaca que é possível que haja retaliações iranianas com o objetivo de causar incidentes nucleares em Israel. Uma situação extrema, mas que ele considera preocupante em termos de gerenciamento de riscos, já que poderia rapidamente sair do controle das autoridades.
Tecnicamente falando podemos dizer que estamos em uma guerra nuclear porque instalações nucleares estão sendo atacadas com o risco de liberação de materiais contaminantes radioativos, mesmo que não estejam sendo usadas armas nucleares.
Gerardo Portela, engenheiro especialista em risco e segurança
O especialista observa que, em casos extremos, pode haver a contaminação de objetos, e que o contato deles com a pele pode também contaminar as pessoas. Ao mesmo tempo, há o risco de inspirar gases radioativos, levando as substâncias para dentro do organismo e gerando danos severos para a nossa saúde.
Em um cenário de maior gravidade, poderia haver a contaminação da atmosfera em escala global, o que faria com que os elementos radioativos chegassem até o Brasil. É importante lembrar, entretanto, que não existe nenhum sinal de que isso tenha acontecido no Irã.
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