Em postagem no X neste sábado, 6, Flávio Bolsonaro afirmou: "O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-Lula é aprovar a anistia ainda este ano. Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita".
O projeto de lei da anistia encontra-se na Câmara dos Deputados e está em um impasse, enfrentando rejeição tanto de bolsonaristas quanto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), indicou que o texto abordará uma "dosimetria" e não um perdão "amplo, geral e irrestrito", como inicialmente desejado por Bolsonaro e seus filhos.
Paulinho da Força continua em negociações com lideranças bolsonaristas, que demonstram crescente disposição em aceitar uma redução parcial das penas. Essa abertura pode ser um passo importante para destravar a proposta.
Na noite de sexta-feira, 5, Flávio Bolsonaro relatou ter se reunido com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teria manifestado apoio à sua pré-candidatura ao Planalto. "Quando conversei com ele (Tarcísio) para falar de como tinha sido com o presidente Bolsonaro (...) ele falou isso ‘Pode contar comigo para o que der e vier’", declarou Flávio.
Já em setembro, durante visita de Paulinho da Força ao seu gabinete, Flávio Bolsonaro defendeu a tramitação da anistia. Essa posição contrasta com a de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reiteradamente afirmou só aceitar a tramitação caso a anistia fosse "ampla, geral e irrestrita". As divergências internas no grupo bolsonarista sobre a amplitude da anistia são evidentes.
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