Flávio Dino nega passaporte a pai de Paulo Figueiredo para casamento nos EUA

Dino nega passaporte a pai de Paulo Figueiredo para casamento nos EUA

Ministro do STF reverte decisão inicial e impede viagem do genitor do blogueiro bolsonarista devido a dívidas e receios com fugas internacionais.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou nesta sexta-feira (28) o pedido de emissão de um passaporte com validade de apenas cinco dias para Paulo Renato de Oliveira Figueiredo, pai do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo. O objetivo da viagem era permitir que o pai participasse do casamento do filho, que aconteceria em Miami, nos Estados Unidos.

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Paulo Renato teve seu passaporte retido pela Justiça do Rio de Janeiro em decorrência de um impasse relacionado a execuções de dívidas. A tentativa de obter o documento para a viagem foi frustrada, com o pedido negado pelo ministro Dino. Na solicitação ao STF, Paulo Renato alegou estar "extremamente debilitado" e ressaltou a natureza "irreplicável" do evento familiar.

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Anteriormente, na quinta-feira (27), Dino havia concedido uma autorização excepcional para a emissão do passaporte, com a validade restrita a cinco dias. Essa permissão estava condicionada à apresentação de documentos que comprovassem o estado de saúde de Paulo Renato e outras informações exigidas pela Justiça fluminense.

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Contudo, após analisar a documentação enviada, o ministro considerou que as provas apresentadas eram insuficientes. Paulo Renato sofre de glaucoma avançado, com cegueira total em um olho e apenas 30% de visão no outro. Ele também possui um histórico de infarto agudo do miocárdio, utiliza medicamentos cardiológicos continuamente e passou por tratamento oncológico.

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Em sua decisão, Dino enfatizou a necessidade de cautela, afirmando que "as cautelas redobradas derivam do mau uso de viagens aos Estados Unidos por pessoas que buscam escapar das leis brasileiras, o que afronta a nossa Pátria".

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Após a negativa, Paulo Figueiredo manifestou sua insatisfação em suas redes sociais. Ele criticou a decisão de Dino, sugerindo que a reversão de uma liminar inicial ocorreu após a descoberta da identidade do solicitante. "Este caso escandaloso, aliás, passou até por extorsão de juiz (e no tempo certo, será exposto). É escroto, injusto, mas não há de ser nada", escreveu.

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O blogueiro também declarou que sua família sempre arcou com o ônus da perseguição de regimes e que continuará a fazê-lo. Ele concluiu afirmando que a situação apenas aumenta sua satisfação em ter contribuído para a retirada de vistos de adversários políticos e que, em breve, haverá um brinde à "sodomia" de seus opositores através da Lei Magnitsky, concluindo que "só vai para a guerra quem está disposto a sofrer".

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