A deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que, segundo aliados, está na Itália, foragida da Justiça brasileira, terá julgado, nesta sexta-feira (6/6), em sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), o seu recurso contra a condenação a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A sessão será realizada de forma virtual, das 11h às 23h59, segundo agendamento feito pelo presidente da 1ª Turma, ministro Cristiano Zanin.
A sessão foi marcada após Zambelli informar que estava fora do Brasil e disse que iria ficar na Europa por ter cidadania europeia e que vai “denunciar a ditadura” que o Brasil, segundo ela, vive.
“Vou me basear na Europa. Eu tenho cidadania europeia, então estou muito tranquila em relação a isso. Gostaria de deixar bem claro que não é um abandono do país. Não é desistir do país, muito pelo contrário, é resistir. É voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”, declarou a parlamentar.
Em resposta à condenação e à multa de R$ 2 milhões por danos morais e materiais coletivos, a defesa de Carla Zambelli protocolou um recurso em que alega “cerceamento de defesa”, afirmando que não tiveram acesso completo a provas importantes para o caso, como os cerca de 700 GB de dados armazenados na plataforma “mega.io”.
A defesa pede que o STF reconheça esse ponto, conceda acesso integral aos documentos e, com base nisso, absolva a parlamentar. Foi solicitado, ainda, que sejam afastadas outras consequências da condenação, como a perda de mandato.
Os embargos serão analisados pelo Supremo.
[Metrópoles]Source link
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