O ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula, Franklin Martins, foi retido e posteriormente deportado do Panamá após desembarcar no aeroporto do país. O incidente, que ocorreu em trânsito, gerou um pedido formal de desculpas por parte do governo panamenho ao Brasil.
Em resposta à solicitação de esclarecimentos do Itamaraty, o chanceler do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira. Na missiva, o chanceler atribuiu a retenção de Franklin Martins à aplicação automática de procedimentos migratórios, baseada em sistemas de alerta utilizados pelas autoridades locais.
O ministro panamenho enfatizou que o episódio não reflete a consideração do governo panamenho por Franklin Martins, e que o ex-ministro será "sempre bem-vindo no Panamá". No entanto, o próprio Franklin Martins relatou que integrantes da Polícia Nacional do Panamá mencionaram um endurecimento na lei migratória de 2008, após decretos recentes do governo, citando acordos de segurança firmados entre os EUA e o Panamá em 2025.
A carta de desculpas também destacou o excelente momento das relações diplomáticas entre Brasil e Panamá, ressaltando a cooperação estreita, o diálogo político fluido e a amizade sincera entre os governos e presidentes das duas nações.
O caso gerou manifestações de solidariedade a Franklin Martins no Brasil. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, classificou a retenção como "absurda e inexplicável" entre países amigos.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também emitiu uma carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil, criticando a retenção e a deportação do jornalista. A entidade ressaltou que Martins estava em trânsito e foi impedido de contatar a representação diplomática brasileira, considerando a medida injustificável e desrespeitosa aos direitos do jornalista.
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