[Editado por: Marcelo Negreiros]
O ativista político Gabriel Costenaro falou ao programa Oeste por Elas, sobre a confusão ocorrida na Câmara dos Deputados entre ele e o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), em abril de 2024. Segundo Costenaro, a narrativa amplamente difundida pelo parlamentar e por setores da esquerda está completamente distorcida.
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“Todos os deputados de esquerda estão citando que eu fui atrás dele, que eu fui provocar citando a mãe dele, que é outra mentira”, afirmou. “Eu estava parado ali num canto e ele me aborda (…) E as filmagens que o pessoal gravou ali, se você pegar o vídeo completo que é mais de 10 minutos, tem ele me xingando.”
Gabriel Costenaro contou que estava em Brasília em prol de motoristas de aplicativo do Rio de Janeiro que buscavam uma articulação política relacionada à regulamentação do setor. “Meu irmão é Uber”, declarou Costenaro. “E na época estava tendo a regulamentação do Uber. E como eu tenho contato político com muitos deputados, eu trabalho com isso, eles me pediram ajuda para fazer essa ponte com deputados lá em Brasília.”
O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) encerrou sua greve de fome depois de nove dias. Durante o pedido, o parlamentar dormiu no plenário 5 da Casa, onde recebeu centenas de apoiadores e aliados políticos.
? Sarah Peres (@sarahperesjorn) pic.twitter.com/eh8KGIOoSE
— Revista Oeste (@revistaoeste) April 17, 2025
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e na imprensa e motivou um processo que pode culminar na cassação do mandato de Glauber Braga.
O ativista também criticou a postura de parte da direita em relação ao episódio. “Eu fico muito mais surpreso em ver uma galera da direita dizer que vai tentar ajudar o Glauber contra essa cassação, que acha que é injusto.”
O deputado é alvo de uma ação do Partido Novo depois de agredir com chutes Gabriel Costenaro. O ativista era integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Na mesma ocasião, ele também tentou atacar o deputado Kim Kataguiri (União-SP), coordenador do movimento.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou, por 44 votos a 22, o recurso apresentado por Glauber Braga (Psol-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética que aprovou sua cassação. Não houve abstenções.
O recurso foi analisado nesta terça-feira, 29, e manteve a deliberação do Conselho, que em 9 de abril havia aprovado, por 13 votos, a perda do mandato do deputado. Com a decisão, o processo segue para o plenário da Câmara.
A sessão durou mais de seis horas e foi marcada por embates. Parlamentares do Psol afirmaram que a cassação abriria um “precedente perigoso”. A oposição rebateu o argumento.
Por acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a votação no plenário só ocorrerá depois de um prazo mínimo de 60 dias, condição que levou Glauber a encerrar a greve de fome que fazia em protesto contra o processo.
[Oeste]Conteúdo Original
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