O deputado federal **Glauber Braga (PSOL-RJ)** tornou-se centro das atenções nesta terça-feira, 9, ao ser **retirado à força pela Polícia Legislativa** da cadeira da presidência da Câmara dos Deputados. O incidente ocorreu enquanto Braga ocupava a cadeira do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e criticava o que considera uma diferença de tratamento entre ele e outros parlamentares bolsonaristas, como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, que também enfrentam investigações.
Glauber Braga é conhecido por sua **postura combativa e discursos contundentes** contra adversários políticos. Ao longo de sua carreira, já proferiu duras críticas a figuras como Eduardo Cunha, a quem chamou de “gângster”, e Sérgio Moro, de “juiz ladrão”. Mais recentemente, suas críticas a Arthur Lira, chamando-o de “bandido”, levaram à abertura de um processo de cassação contra ele no Conselho de Ética.
O parlamentar acredita que o processo de cassação, que teve seu mandato recomendado para o fim pelo Conselho de Ética em abril deste ano, é uma retaliação por suas críticas e denúncias ao chamado “orçamento secreto”. A decisão do Conselho de Ética foi de 13 votos a cinco. O processo foi aberto em 2024, após Braga **expulsar um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) da Câmara aos chutes**.
O episódio que desencadeou o processo de cassação ocorreu em 16 de abril de 2024, quando Glauber Braga expulsou o influenciador Gabriel Costenaro, do MBL, após este fazer insinuações sobre a mãe do deputado, que estava doente na época e faleceu 22 dias depois. Esta foi a quinta representação contra Glauber no Conselho de Ética, sendo que as anteriores foram arquivadas.
Após a recomendação de cassação, Glauber Braga iniciou uma **greve de fome por 9 dias**, dormindo no plenário de uma comissão da Câmara e ingerindo apenas líquidos. Ele chegou a hesitar em seu plano por causa de seu filho de quatro anos, fruto de seu relacionamento com a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
Apesar da decisão do Conselho de Ética, a cassação de Glauber Braga ainda não é definitiva. Para que isso ocorra, são necessários **257 votos no plenário da Câmara**. Caso a cassação seja confirmada, Glauber ficaria inelegível até 2035, e seu mandato seria assumido pela ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ).
Glauber Braga foi empossado pela primeira vez em 2009, substituindo o deputado Jorge Bittar. Ele permaneceu no PSB por 15 anos, migrando para o PSOL em 2016, em oposição a uma aliança do partido com o MDB no Rio de Janeiro. Ele também já foi líder do PSOL na Câmara por um ano, em 2017.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!