Dois anos depois de ser retirada do Programa Nacional de Desestatização (PND), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos registrou um prejuízo bilionário em 2024, quatro vezes maior que o observado em 2023 (R$ 597 milhões).
Ante ao primeiro prejuízo bilionário da estatal desde 2016, o governo Lula (PT) tenta blindar a empresa, que pena para conter as despesas e anunciou medidas de cortes de custos que estão desagradando os trabalhadores.
Fechar modal.
Presidente Lula segura camiseta contra privatização dos Correios
Ricardo Stuckert / Reprodução Metrópoles
O salário inicial dos aprovados para as vagas de carteiro será de R$ 2.429,26.
Joédson Alves/Agência Brasil
Termina a greve dos trabalhadores dos Correios de São Paulo
Vinícius Santa Rosa/ Metrópoles
Entregador dos Correios
Hugo Barreto/ Metrópoles
Nessa segunda-feira (12/5), foi anunciado um conjunto de sete medidas para lidar com o prejuízo. Algumas delas, como a suspensão das férias e a convocação para o trabalho presencial, entrarão em vigor em junho. Além disso, no fim do ano passado a empresa contratou empréstimos com duas instituições financeiras.
A empresa estima que o plano de redução de despesas gere economia de até R$ 1,5 bilhão em 2025. Além disso, os Correios firmaram parceria com o New Development Bank (NDB) para captar R$ 3,8 bilhões em investimentos. O processo está em andamento.
Além dos Correios, o governo petista tirou do Programa de Desestatização estatais como a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Em janeiro de 2025, quando foi divulgado que os Correios tiveram déficit de R$ 3,2 bilhões no ano passado, o presidente Lula recebeu no Palácio do Planalto o presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos, para debater a situação da estatal. Também participaram da reunião a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.
“Quando uma empresa é sucateada como ela foi para ser vendida, a gente tem um trabalho grande recuperar essa empresa”, disse Santos após a reunião. “A empresa está em um processo franco de recuperação”, completou ele.
A ministra Esther Dweck destacou que a empresa está mudando para se tornar uma empresa de logística nacional. “Obviamente, isso gera necessidade de investimento do parque tecnológico deles”, argumentou.
A estatal federal foi a que registrou o maior déficit no ano passado, de R$ 3,2 bilhões. Ou seja, os Correios tiveram déficit e prejuízo em 2024. É um caso diferente de outras estatais, como a Casa da Moeda do Brasil e o Serpro, que tiveram déficit no ano, mas registraram lucro líquido.
No mês de dezembro de 2024, a empresa contratou operações de crédito para capital de giro junto ao Banco ABC e ao Banco Daycoval, por meio de Cédula de Crédito Bancário (CCB). Há uma carência de seis meses para início da amortização do valor principal e dos juros.
Como Banco ABC, o valor da operação foi de R$ 250 mil. Já com o Banco Daycoval, a operação totalizou R$ 300 mil. Os dois contratos de empréstimo serão pagos pela empresa pública em seis parcelas mensais a partir de julho de 2025 e têm vencimento em dezembro e novembro deste ano. O ABC vai ser remunerado a uma taxa de CDI + 1,80% ao ano (a.a.), enquanto o Daycoval terá uma taxa de CDI + 3,296% a.a.
Em nota sobre o resultado fiscal de 2024, a empresa disse enfrentar um “legado de sucateamento com investimentos e modernização” e frisou que, mesmo com o prejuízo, foram investidos R$ 830 milhões no último ano, renovando frota, modernizando a infraestrutura e ampliando sua capacidade tecnológica.
[Metrópoles]Source link
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!