A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar o Grupo Fictor. A investigação apura suspeitas de crimes como gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos falsos e operar instituição financeira sem autorização. As suspeitas surgiram após o grupo ter feito uma oferta para adquirir o Banco Master em novembro do ano passado, operação que foi posteriormente barrada pelo Banco Central.
O pedido de recuperação judicial protocolado pelo Grupo Fictor no último domingo, 1º, também menciona a possibilidade de “eventuais ilícitos” em suas operações. O próprio pedido visa viabilizar o pagamento de R$ 4 bilhões em dívidas.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatou à Polícia Federal que buscou viabilizar a venda de sua instituição para o Grupo Fictor, com o apoio de investidores árabes. Contudo, o Banco Central vetou a transação. A decisão do BC se deu devido a suspeitas de fraudes na emissão de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos pelo Master.
Segundo o regulador, a tentativa de compra pelo Grupo Fictor foi interpretada como uma estratégia para mascarar a grave crise financeira que o Banco Master enfrentava, demonstrando incapacidade de honrar seus compromissos com credores.
Em sua defesa no pedido de recuperação judicial, o Grupo Fictor alega que a decisão do Banco Central de impedir a compra do Master afetou significativamente sua imagem e gerou uma crise de liquidez. Os advogados do grupo justificam o pedido de recuperação judicial como uma consequência direta da crise de confiança que se instalou após o anúncio da proposta de compra, em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos.
No dia seguinte ao anúncio da oferta, 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do Banco Master. A Fictor afirma que, desde então, seus clientes solicitaram a retirada de 70% dos recursos investidos, totalizando quase R$ 2 bilhões, conforme informações de Carlos Deneszczuk, advogado da Fictor.
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