[Editado por: Marcelo Negreiros]
O avanço militar de Israel sobre a Cidade de Gaza se intensificou nesta terça-feira, 16, com tropas entrando no centro urbano depois de semanas de bloqueio e bombardeios. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou em rede social que “Gaza está em chamas” e prometeu manter a ofensiva até que todos os reféns sejam libertados e o Hamas, derrotado. “Não recuaremos e não desistiremos — até a conclusão da missão”, afirmou Katz.
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Autoridades militares israelenses comunicaram que a principal etapa da ofensiva terrestre começou, com um número crescente de soldados sendo mobilizados para a região nos próximos dias. O Exército de Israel informou que está pronto para sustentar as operações pelo tempo necessário. Antes do ataque por terra, Israel realizou um cerco prolongado à cidade, com bombardeios diários e destruição de dezenas de edifícios, que o governo de Benjamin Netanyahu alegou serem usados pelo Hamas.
Nesta segunda-feira, 15, testemunhas relataram uma sequência de ataques aéreos sobre Gaza, pouco antes do avanço das tropas. Estimativas militares apontam que cerca de 40% dos habitantes já migraram para o sul, atendendo aos sucessivos alertas de evacuação emitidos por Israel. A Cidade de Gaza abriga aproximadamente 1 milhão de palestinos e já enfrenta graves consequências humanitárias.
O plano de ocupação terrestre foi aprovado pelo gabinete de Netanyahu no início de agosto, com a intenção de assumir o controle de toda a Faixa de Gaza, começando pela principal cidade da região. No domingo 14, a agência Reuters registrou mais de 30 prédios residenciais destruídos durante uma escalada nos bombardeios. As Forças de Defesa de Israel afirmam que os alvos atingidos são ligados ao Hamas.
A ONU condenou a ofensiva israelense, pedindo o fim imediato das ações. “Este massacre deve parar imediatamente”, declarou Volker Turk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. “Peço a Israel que pare com sua destruição indiscriminada de Gaza.” A agência da ONU para a infância classificou como “desumano” exigir a evacuação de crianças da cidade.
A operação terrestre foi lançada depois de uma reunião entre o primeiro-ministro Netanyahu e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o site Axios, fontes israelenses relataram que o presidente Donald Trump manifestou apoio à ação, desde que seja rápida. Trump também afirmou ter recebido informações sobre o uso de reféns pelo Hamas como “escudos humanos”, alertando para a gravidade da situação: “Espero que os líderes do Hamas saibam no que estão se metendo se fizerem tal coisa”, escreveu em rede social. “Esta é uma atrocidade humana, como poucas pessoas já viram.”
Na semana passada, Israel também realizou um ataque em Doha, Catar, mirando líderes do Hamas. O país do Golfo atua como mediador em negociações de cessar-fogo. O bombardeio agravou a crise diplomática e foi condenado por organismos internacionais, incluindo a ONU.
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