Janja defende Acadêmicos de Niterói após rebaixamento por enredo sobre Lula

Primeira-dama exalta ousadia da agremiação carnavalesca

A primeira-dama, Janja da Silva, saiu em defesa da Acadêmicos de Niterói após o rebaixamento da escola de samba, que teve como enredo uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declarações durante o desfile no Rio de Janeiro, Janja classificou a agremiação como "extremamente corajosa" por ter levado o tema à Sapucaí, "enfrentando tudo e todos".

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Segundo a primeira-dama, a noite foi de "celebração à cultura brasileira, ao presidente Lula e ao maior espetáculo da terra". Ela assistiu à apresentação no camarote da prefeitura, ao lado do prefeito Eduardo Paes, e chegou a descer à avenida para cumprimentar os integrantes das escolas, beijando o pavilhão das agremiações que se apresentaram no domingo.

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Críticas e representações na Justiça marcam o desfile

Apesar do apoio de Janja, o desfile da Acadêmicos de Niterói gerou forte reação da oposição. O Partido Novo anunciou que acionará novamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Lula, uma vez que a legenda já havia tentado impedir a apresentação. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também criticou o presidente, acusando-o de usar dinheiro público para "fazer campanha antecipada" e informou que pretende entrar com uma ação contra Lula no TSE.

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Frentes Parlamentares e OAB-RJ criticam a homenagem

A Frente Parlamentar Católica e a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso também manifestaram desaprovação, afirmando que o conteúdo exibido "desrespeitou a fé cristã". As bancadas declararam que acionarão o Judiciário e órgãos de controle. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), emitiu nota nesta terça-feira, 17, declarando que a escola cometeu "prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos".

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PT minimiza repercussão e compara com 2006

Em contrapartida, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou as críticas, classificando como "ridícula" a tentativa de transformar a homenagem a Lula em desgaste político. A situação de rebaixamento de uma escola de samba por conta de um enredo político não é inédita, relembrando o caso de 2006, quando uma agremiação com referência a candidatos adversários de Lula também acabou rebaixada, evidenciando a sensibilidade do tema no cenário carnavalesco e político brasileiro.

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