JOCKEY CLUB DE SÃO PAULO: HORA DE DEVOLVER À …

O debate sobre a transformação do Jockey Club de São Paulo em um parque municipal voltou ao centro da pauta em 2025 — e não por acaso. O espaço de mais de 1,5 milhão de metros quadrados em plena Zona Oeste, na beira do Rio Pinheiros, está cada vez mais distante de sua função original. Criado no início do século XX, o Jockey era associado ao turfe, atividade que durante décadas foi vendida como esporte e tradição.

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Mas é preciso dizer sem rodeios: o turfe não é esporte. É exploração de animais em provas cruéis, submetidos a treinos intensos, substâncias químicas e riscos permanentes de fraturas, tudo isso em nome de um único objetivo — movimentar apostas em dinheiro. Diversas instituições de defesa dos animais, como a World Animal Protection, a PETA e entidades nacionais de proteção animal, classificam o turfe como um exemplo claro de uso abusivo de animais em jogos de azar. O romantismo já não encontra mais espaço na sociedade.

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Dívidas milionárias e desvio de função

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Além do caráter ultrapassado do turfe, o Jockey acumula dívidas tributárias que passam de R$ 800 milhões em impostos não pagos à Prefeitura. A gestão municipal já apontou que a área pode ser usada como “dação em pagamento”, ou seja, como forma de quitar parte desse passivo.

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O problema vai além: na prática, o espaço deixou de ser voltado ao turfe há muito tempo. Hoje, é um grande centro de eventos comerciais, alugado para shows, feiras, festas privadas e filmagens milionárias. O discurso de que o Jockey fomenta cultura não se sustenta — o que se vê é um negócio imobiliário disfarçado, sem contrapartida social.

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Utilidade pública: mais verde, mais vida

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São Paulo é uma cidade marcada pelo concreto, pela poluição e pela falta de áreas verdes. O Plano Diretor da cidade já prevê a transformação do espaço do Jockey em parque municipal, reconhecendo sua utilidade pública.

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Se transformado em parque, o espaço seria um dos maiores da capital, comparável ao Ibirapuera. Isso significaria mais oxigênio, mais sombra, mais biodiversidade e mais qualidade de vida para milhões de paulistanos. O acesso público traria um benefício imensurável à saúde coletiva, ao lazer democrático e ao equilíbrio ambiental de uma metrópole que sofre com ilhas de calor e déficit de áreas verdes.

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Um novo capítulo para São Paulo

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A cidade tem diante de si uma oportunidade rara: resgatar uma área enorme, que hoje serve a poucos, e transformá-la em um símbolo de justiça social, ambiental e também de respeito aos animais.

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Não se trata de apagar a história, mas de reconhecer que os tempos mudaram. O que antes era tratado como tradição, hoje é entendido como crueldade e desvio de função. O Jockey já não é mais um espaço cultural nem esportivo — é um negócio privado com dívidas públicas.

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Transformá-lo em parque é fazer justiça com a cidade, com os animais e com as próximas gerações.

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