‘Julgamento de Bolsonaro é um encontro do Brasil com seu passado’, diz Cármen Lúcia

[Editada por: Marcelo Negreiros]

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Primeira a se manifestar nesta quinta-feira, 11, depois da divergência aberta pelo Luiz Fux no julgamento da trama golpista, a ministra Cármen Lúcia afirmou que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados pela trama golpista é “quase um encontro do Brasil com o seu passado, com seu presente e com o seu futuro”.

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Antes de iniciar a leitura do voto na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra fez um discurso sobre a importância do processo para a democracia no País.

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“Talvez o diferencial mais candente desta ação penal seja, além do ineditismo do tipo penal a ser aplicado, a circunstância de estarmos a afirmar que a lei é para ser aplicada igualmente para todos”, iniciou Cármen Lúcia.

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Sem mencionar Fux, que ontem defendeu que “não compete ao STF realizar um juízo político do que é bom ou ruim”, a ministra afirmou que o STF tem o “compromisso” de dar uma resposta à sociedade.

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A ministra defendeu que, sem a punição dos golpistas, “não se terá verdadeiramente Estado democrático de Direito” no Brasil.

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“Não há que se inventar normas ad hoc para punir golpistas. Isso também seria autoritarismo e, portanto, uma afronta ao Estado democrático de Direito. Mas no Brasil o que estamos tentando fazer é valer a norma vigente”, afirmou.

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Com isso, ela se soma ao relator, Alexandre de Moraes, que descartou a “impunidade” como alternativa para a pacificação do País, e a Flávio Dino, que defendeu que os crimes contra a democracia não são sujeitos a anistia.

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Já com as considerações iniciais, a ministra devolve ao julgamento o compasso que havia sido quebrado por Fux, que ontem ocupou 12 horas com um voto para absolver o ex-presidente. Ao poupar Bolsonaro, o ministro abalou a hegemonia do relator, Alexandre de Moraes, que deu o primeiro e, até o momento, mais duro voto pela condenação.

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Isolado na Primeira Turma, Fux falou horas a fio sozinho. Não permitiu intervenções dos colegas enquanto lia quase integralmente um voto com 429 páginas.

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Logo no início da sessão, Dino pediu a palavra a Cármen Lúcia, que concedeu o aparte. O ministro reiterou a necessidade de punir os envolvidos no plano de golpe.

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“O que define a paz que nós sempre devemos buscar não é a existência do esquecimento. Às vezes a paz se obtém pelo funcionamento adequado as instâncias repressivas do Estado”, defendeu Dino.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, que não compõe a Primeira Turma, acompanha o julgamento na sala de sessões.

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[Por: Estadão Conteúdo]Source link

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