Julgamento de Bolsonaro repercute entre políticos: 'Perseguição'

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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Nesta terça-feira, 2, parlamentares e apoiadores de Jair Bolsonaro usaram as redes sociais para criticar o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). Para eles, o processo é marcado por parcialidade, abuso de poder e perseguição política.

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O deputado federal e ex-secretário da Cultura Mario Frias (PL-SP) afirmou que “o que está em julgamento não é apenas Bolsonaro, mas a liberdade, a fé e o direito de cada brasileiro escolher em quem acreditar”.

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Hoje começa um julgamento já escrito, com sentença pronta.

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O que está em julgamento não é apenas Bolsonaro.É a sua liberdade.É a sua fé.É a sua família.É o direito de cada brasileiro de escolher em quem acreditar.

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Hoje, a história vai registrar: um inocente no banco dos… pic.twitter.com/Lh5t9DhZF7

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— MarioFrias (@mfriasoficial) September 2, 2025

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Já o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classificou o julgamento como “um dos momentos mais vergonhosos da história do país”.

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O Brasil está prestes a viver um dos momentos mais vergonhosos da sua história.O julgamento de Bolsonaro no STF não é justiça, é perseguição.É um teatro armado para calar a voz de milhões de brasileiros.

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A Bíblia diz em Isaías 59:14: “O direito é posto de lado, e a justiça se…

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— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) September 2, 2025

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Na mesma linha, o deputado estadual Gil Diniz (PL) disse que a nova fase do processo faz parte da “farsa do golpe” e desejou força ao ex-presidente e sua família. “Ao longo dos anos vimos inúmeras tentativas de destruir Bolsonaro, mas ele sempre se manteve firme”, escreveu.

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Força ao presidente Bolsonaro

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Hoje começa mais uma fase da farsa do golpe e eu não poderia deixar de declarar meu apoio ao presidente Bolsonaro. Desejo que ele e sua família tenham força e coragem para enfrentar mais este julgamento injusto. Sei que superar perseguições já se… pic.twitter.com/AKfdj35T9Y

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— Gil Diniz (@carteiroreaca) September 2, 2025

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O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) chamou a ação de “espetáculo político-midiático de vingança” contra aquele que definiu como “o maior líder político da história do país”. Ele convocou apoiadores a irem às ruas no dia 7 de setembro para demonstrar união.

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Estão abertas as cortinas do espetáculo político-midiático de vingança contra o maior líder político da história deste País.

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Jair Bolsonaro é alvo de tirania – não de justiça. Quem também foi injustamente jogada ao banco dos réus é a Liberdade de milhões de brasileiros para… pic.twitter.com/wshgPA8XAI

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— Filipe Barros ?? (@filipebarrost) September 2, 2025

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Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal e filho do ex-presidente, disse que a sessão representa uma “inquisição” conduzida por um “violador de direitos humanos”, acusando a acusação de forçar a narrativa contra seu pai.

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O violador de direitos humanos iniciou a inquisição. Este teatro histórico está tendo transmissão ao vivo, percebam que quando ele relata os argumentos da defesa tudo faz sentido, já a parte da acusação há uma notória e forçada narrativa.https://t.co/77635gAVvu pic.twitter.com/SBnGKk45lT

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— Eduardo Bolsonaro?? (@BolsonaroSP) September 2, 2025

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O deputado Evair de Melo (PP-ES) também criticou o processo. Em nota, afirmou que “o que está em curso não é um julgamento legítimo, mas uma inquisição moderna, marcada por perseguição política, censura e abuso de poder”. Segundo ele, o STF “extrapola os limites institucionais”, conduzindo um “julgamento de exceção, com motivações ideológicas claras, que busca calar opositores e intimidar a sociedade”.

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Senadores também se pronunciaram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou contra o julgamento. Para ele, o processo é “viciado, manipulado e conduzido por julgadores políticos anti-Bolsonaro”. Segundo afirmou, trata-se de um “justiçamento que fere de morte a democracia, que eles dizem defender”.

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O senador Magno Malta (PL-ES) também manifestou apoio a Jair Bolsonaro. Ele afirmou que “o tempo de Deus com o Bolsonaro ainda não acabou” e declarou que sua confiança está em Deus, “quem o levantou”. Em seguida, citou o trecho bíblico de 2 Coríntios 4:8-9: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.”

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O tempo de Deus com o Bolsonaro ainda não acabou. Foi o Senhor quem o levantou, e n’Ele está a nossa confiança.

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“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.”— 2 Coríntios 4:8-9… pic.twitter.com/OB0Hu5oqtt

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— Magno Malta (@MagnoMalta) September 2, 2025

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também demonstrou apoio ao ex-presidente. Na véspera do julgamento, ela esteve com Bolsonaro em um momento de oração e publicou mensagem nas redes sociais: “Força, Bolsonaro. Estamos com você”.

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O STF reservou cinco dias para analisar o processo envolvendo Jair Bolsonaro e outros sete acusados por suposta participação em tentativa de golpe de Estado. As primeiras sessões ocorrem nos dias 2 e 3, com início às 9h e 14h em algumas datas, e serão transmitidas pelo canal da TV Justiça no YouTube.

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O cronograma prevê oito sessões distribuídas nos dias 2, 3, 9, 10 e 12, com horários alternando entre manhã e tarde. O relator, ministro Alexandre de Moraes, realizará a leitura do relatório, abordando elementos da acusação e argumentos das defesas durante a semana inicial do julgamento.

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Durante as sessões, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados dos réus apresentarão suas manifestações. Os representantes de Mauro Cid falam primeiro por causa do acordo de delação premiada. No total, as falas da PGR e das defesas devem somar quase dez horas.

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A PGR, em julho, solicitou a condenação dos acusados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar os principais pontos da acusação. Segundo a PGR, Bolsonaro foi o principal articulador e maior beneficiário dos supostos atos contra o Estado Democrático de Direito, agindo sistematicamente durante e depois do mandato para incentivar a insurreição.

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Depois da acusação, cada defesa terá uma hora para expor seus argumentos. Os advogados costumam negar envolvimento nos crimes e pedem absolvição. A defesa de Mauro Cid solicitou sua inocência e, em caso de condenação, que a pena não ultrapasse dois anos. Os representantes de Bolsonaro alegam falta de provas que o coloquem no centro da acusação.

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