Justiça revoga medidas cautelares contra Sidney Oliveira

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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Nesta sexta-feira, 29, a Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares impostas a Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, investigado em um esquema de corrupção e fraudes fiscais que envolveu empresas e auditores fiscais. Apesar de a decisão permitir que responda em liberdade, o empresário permanece sob investigação.

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Na mesma data, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réus sete pessoas acusadas de envolvimento no esquema criminoso. Desses, quatro continuarão presos, enquanto os demais deverão cumprir medidas cautelares alternativas à prisão.

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O caso, investigado pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) do MP, apura o pagamento de propinas e a manipulação de créditos de ICMS irregulares, que beneficiaram empresas como a Ultrafarma e a Fast Shop. O esquema envolveu empresários e auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do estado.

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Por que a Justiça revogou as medidas cautelares impostas ao fundador da Ultrafarma

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, as medidas cautelares contra Sidney Oliveira foram revogadas por causa da falta de denúncia formal do MP. Como resultado, a Justiça suspendeu restrições como a proibição de Sidney deixar a cidade, o uso de tornozeleira eletrônica e a necessidade de entregar seu passaporte.

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Em 22 de agosto, Sidney Oliveira já havia obtido um habeas corpus que o isentou do pagamento de uma fiança de R$ 25 milhões, valor que será reavaliado.

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O empresário havia sido preso temporariamente durante a Operação Ícaro, em 12 de agosto, mas foi liberado em 15 de agosto, quando foram impostas as medidas cautelares agora revogadas.

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Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, não foi denunciado por crimes relacionados, pois firmou um Acordo de Não Persecução Penal com o MP. Ele admitiu a participação no esquema de corrupção e pagará uma multa (a ser definida).

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Sete réus no caso

O MP apresentou uma denúncia formal que envolve auditores fiscais e familiares deles, acusados de envolvimento no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os acusados, destaca-se Artur Gomes da Silva Neto, exonerado do cargo como auditor fiscal, que está preso, e sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, acusada de lavagem de dinheiro por operar uma empresa de fachada usada para receber propinas. Os réus incluem ainda outros auditores fiscais, auxiliares e operadores do esquema.

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A Justiça manteve as prisões preventivas de Artur Gomes, Marcelo Gouveia e Celso Araújo, e a prisão domiciliar de Tatiane Lopes. Para os demais acusados, como Kimio Silva, Fátima Rizzardi e Maria Clara, foram impostas medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar a comarca, uso de tornozeleira eletrônica e apreensão de passaportes.

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Como o esquema da Ultrafarma funcionava

De acordo com o MP, os auditores fiscais Artur Gomes e Marcelo Gouveia facilitavam e fraudavam o processo de ressarcimento de créditos de ICMS para empresas como Ultrafarma e Fast Shop, em troca de propina. O pagamento das propinas era disfarçado por meio da empresa de fachada Smart Tax, registrada em nome de Kimio Silva, mãe de Artur.

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Investigações mostram que contratos simulados e notas fiscais frias foram utilizados para justificar os pagamentos. O esquema envolveu a manipulação de créditos fiscais e a revenda de parte desses créditos a outras empresas.

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Investigação e apreensões

Em 21 de agosto, Artur Gomes foi exonerado da Secretaria da Fazenda. Durante a operação do MP, foram apreendidos pacotes de esmeraldas e grandes quantias de dinheiro em espécie, o que evidencia a magnitude do esquema criminoso.

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Além de facilitar os processos de ressarcimento, Artur Gomes também garantia que os valores liberados fossem superiores aos devidos, com prazos reduzidos para pagamento. Desde 2021, o esquema gerou propinas que ultrapassam R$ 1 bilhão.

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