Lula impõe sigilo a cartas trocadas com os EUA sobre Moraes

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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O Ministério das Relações Exteriores do governo Lula impôs sigilo a uma série de telegramas trocados entre o Brasil e a Embaixada em Washington nos últimos dez meses. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o período inclui a reta final da campanha que elegeu Donald Trump e o aumento das tensões diplomáticas entre os dois países.

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O motivo foi o tarifaço aplicado pelo governo norte-americano e as críticas contra decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Procurado pela publicação, o Itamaraty não se manifestou.

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De acordo com a reportagem, Trump tem liderado uma ofensiva contra Moraes por suas decisões em processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e empresas norte-americanas. Os documentos foram classificados em diferentes níveis de restrição. O grau reservado impede o acesso por cinco anos. O grau secreto estende a vedação por 15 anos.

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Este último é o segundo mais alto previsto na legislação. A classificação foi fundamentada no artigo 23 da Lei de Acesso à Informação (LAI), que permite o sigilo em casos que possam “prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País”.

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Mesmo sob sigilo, os temas podem ser identificados pelos termos de classificação. Eles tratam do tarifaço, da suspensão de vistos de brasileiros, de ações judiciais contra Moraes e de um tópico definido como “repressão transnacional”.

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Dois telegramas sobre esse assunto foram enviados pela embaixada em Washington no dia 26 de junho. Um deles, classificado como secreto, menciona também os termos “Congresso” e “Estados Unidos”. No mesmo dia, o deputado republicano Chris Smith enviou carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, em que pedia medidas contra Moraes.

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As sanções vieram em 30 de julho. Um órgão do Tesouro norte-americano aplicou restrições financeiras ao ministro com base na Lei Magnitsky. Antes disso, em 19 de julho, o governo Trump já havia suspendido os vistos de Moraes, de outros sete ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Os telegramas classificados como secretos também incluem relatos de “conversas com assessores parlamentares”, “subsídios para diálogos com interlocutores norte-americanos” e registros de “cooperação bilateral contra ilícitos transnacionais e crime organizado”. Há ainda documentos sobre comércio bilateral.

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No total, nove telegramas receberam sigilo de 15 anos. Outros 14 terão acesso restrito por cinco anos. Dois só foram classificados como secretos depois de o Estadão solicitar acesso via LAI. Um trata de comércio, enquanto o outro é descrito apenas como “Brasil-EUA”.

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A prática de reclassificar documentos depois de pedidos de acesso e de usar descrições genéricas também ocorre em outros ministérios do governo Lula. Em alguns casos, o próprio chanceler Mauro Vieira determinou o sigilo.

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Em 29 de novembro de 2024, semanas depois da vitória de Trump, ele tornou secreto um telegrama produzido em setembro com “subsídios para diálogos com interlocutores norte-americanos”. Em maio deste ano, aplicou a mesma restrição a uma mensagem sobre cooperação bilateral no enfrentamento ao tráfico.

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O Estadão pediu acesso a todos os telegramas que mencionassem STF, Moraes, Bolsonaro, tarifas e atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Entre os documentos públicos, permanecem apenas relatórios de viagens oficiais do deputado e registros de ataques de congressistas republicanos contra Moraes.

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