Trinta anos após o lançamento de Bedtime Stories (1994), Madonna anuncia uma viagem nos bastidores: o EP “Bedtime Stories – The Untold Chapter”, com oito faixas inéditas ou pouco exploradas, que revisitam o processo criativo daquela era. O lançamento está marcado para 28 de novembro de 2025.
A ideia é entregar ao fã mais do que um “relançamento” — é como abrir um diário de estúdio, com demos, versões alternativas e raridades que mostram o que ficou de fora ou em evolução naquele momento de transição sonora de Madonna.
O EP será disponibilizado digitalmente e também em vinil preto limitado. Quem comprar pelo Madonna.com ou Rhino.com leva junto um conjunto de cartões postais exclusivos.
Para quem prefere físico em CD, haverá uma edição deluxe 2CD:
A prensagem física também é de alta qualidade: os LPs previstos são de 180 g.
Crédito da imagem: material promocional do relançamento do álbum Bedtime Stories (1994/2025), de Madonna / Reprodução: loja oficial.
No mesmo dia, Bedtime Stories, o álbum de 1994, será relançado em vinil prateado (silver LP). Quem comprar nas lojas oficiais terá pôster exclusivo incluso.
Essa edição prateada faz parte da estratégia de celebração e reconexão com o catálogo de Madonna, agora sob curadoria mais ativa da própria artista.
Madonna trabalhou com seu colaborador frequente Stuart Price para dar forma ao EP. Nos anúncios oficiais, aparece que ele editou e mixou as versões dos arquivos — ou seja, seu papel é mais de curador / “costurador” das demos e versões raras do que de produtor tradicional gravando tudo do zero.
Isso ajuda a manter uma unidade sonora no EP — mesmo com origens distintas nos arquivos de estúdio — transformando-o em um “capítulo extra” coerente.
A faixa “Right On Time (Original Demo Edit)" já foi lançada como uma prévia do EP, disponível nas plataformas de streaming e no canal oficial da cantora no YouTube.
Segundo a imprensa, a lista de faixas do EP “The Untold Chapter” inclui (em vinil: lado A e lado B):
Lado Um
Lado Dois
Algumas curiosidades que a cobertura especializada já ressalta:
O EP é relativamente curto — tem cerca de 27 minutos de duração — mas pensado para ser impactante como complemento ao álbum original.
Esse lançamento é mais do que nostalgia: é uma chance de mapear como Madonna transitava entre gêneros (pop, R&B, eletrônico) na década de 1990 e revelar esboços que ficaram à margem por razões artísticas ou de mercado. Bedtime Stories sempre foi reconhecido como um momento de risco e reinvenção para ela.
Para fãs, colecionadores e quem aprecia música como processo, esse tipo de coletânea “por trás das cortinas” tem valor documental. É também uma reafirmação de que o catálogo artístico tem vida própria–não apenas um museu de sucessos, mas um reservatório de possibilidades.
Esse EP pode servir como ponte entre o passado e os próximos passos de Madonna, especialmente considerando que ela tem trabalhado com Stuart Price em outros projetos recentes.
Para fechar a celebração de Bedtime Stories, nada mais simbólico do que revisitar “Take a Bow”, o maior sucesso do álbum e uma das canções mais elegantes da carreira de Madonna.
Lançada em novembro de 1994, a balada de despedida foi composta em parceria com Babyface, ícone do R&B norte-americano, que também dividiu os vocais de apoio.
“Take a Bow” ficou sete semanas consecutivas em primeiro lugar na Billboard Hot 100, entre fevereiro e março de 1995 — o maior reinado de Madonna nas paradas até hoje. O single também chegou ao topo no Canadá e figurou entre os mais tocados no Reino Unido e em toda a Europa.
O clipe, filmado em Ronda, na Espanha, foi dirigido por Michael Haussman e estrelado pelo ator e modelo Takakura Ken, numa narrativa inspirada no cinema japonês e na tradição das touradas espanholas. A estética barroca e o figurino elegante criaram um contraste com o tom íntimo da música — um retrato de uma artista que, após o turbilhão de Erotica e do livro Sex, buscava novas formas de vulnerabilidade.
Curiosamente, Madonna nunca incluiu “Take a Bow” em suas turnês até 2016, quando a apresentou pela primeira vez ao vivo na Rebel Heart Tour, com um arranjo orquestral e projeções inspiradas no vídeo original.
Três décadas depois, a faixa continua a representar a maturidade artística que Bedtime Stories trouxe à cantora — um capítulo em que pop, R&B e introspecção caminharam lado a lado.
[Antena 1]Source link
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!