Poucos artistas conseguiram ocupar 2025 com tanta força cultural quanto Miley Cyrus. Dos tapetes vermelhos às estreias cinematográficas, passando por prêmios, revelações pessoais e decisões que redesenharam os rumos de sua carreira, a cantora viveu um ano em que vulnerabilidade, ambição artística e reinvenção caminharam lado a lado.
Ao longo de 12 meses, Miley manteve a atenção da mídia global ao transformar experiências difíceis em combustível criativo e consolidar uma nova fase com o álbum-visual “Something Beautiful”, obra que combina trauma, cura e espiritualidade pop em uma narrativa profundamente autoral. A seguir, reunimos os acontecimentos que marcaram esse ciclo — um panorama essencial para os fãs e ouvintes da Rádio Antena 1, sempre atentos ao que move o noticiário musical internacional.
Janeiro abriu a temporada com Miley estrelando o Golden Globe 2025, exibindo um visual que misturava referências de Debbie Harry ao universo dos animes japoneses — um look que dominou o noticiário de moda. A vida pessoal, porém, já começava a entrar em pauta com novas matérias sobre o distanciamento entre a cantora e o pai, Billy Ray Cyrus, assunto que ainda renderia capítulos importantes ao longo do ano.
Poucas semanas depois, veio um momento histórico: durante o Grammy 2025, Miley chegou ao tapete vermelho acompanhada da mãe, Tish Cyrus, e do namorado, Maxx Morando, e subiu ao palco para apresentar o prêmio de Gravação do Ano. Na mesma noite, conquistou um Grammy de Best Country Duo/Group Performance ao lado de Beyoncé pelo dueto “II Most Wanted” — uma vitória simbólica que reconectou Miley às raízes country da família.
Em fevereiro, ela ainda brilhou no especial SNL 50, reforçando a força contínua de “Flowers”, hit que se mantém como um dos grandes hinos pop da década.
Entre março e abril, Miley iniciou oficialmente sua nova fase com o lançamento de “Prelude” e da faixa-título “Something Beautiful”, acompanhadas de clipes cinematográficos que anunciavam um projeto maior: um álbum-visual sobre transformação emocional.
Em abril, o single “End of the World” apresentou um lado mais dançante, combinando Europop, disco e pop contemporâneo, enquanto aprofundava o tom existencial das novas composições.
A crítica internacional logo reconheceu o projeto como um dos mais ousados da carreira da artista — e uma virada estética que a colocava ao lado de nomes que tratam o álbum como obra completa, não apenas como uma coleção de singles.
Maio foi decisivo. No Met Gala 2025, Miley marcou presença com look sob medida da Alaïa, ressaltando que a moda funciona como “armadura emocional”.
Na mesma semana, porém, vieram revelações impactantes: a artista contou que enfrentou uma ruptura de cisto ovariano durante seu especial de Ano-Novo em 2022/2023, episódio que classificou como traumático. Também revelou ter sido internada na UTI em novembro de 2024 após uma grave infecção no joelho — adquirida durante as filmagens de seu filme — e tornou público o diagnóstico de Reinke’s edema, condição que ajuda a explicar sua voz rouca característica.
Mesmo com esse histórico médico, Miley lançou em 30 de maio seu nono álbum, “Something Beautiful”, coproduzido por Shawn Everett e repleto de colaborações de peso. O disco recebeu elogios da crítica e pavimentou o caminho para o filme homônimo.
Em junho, a artista estreou o filme “Something Beautiful” no Tribeca Festival, em Nova York. A produção de 55 minutos funciona como ópera pop, conectando todas as faixas em uma narrativa visual psicodélica. A exibição gerou debate — alguns espectadores esperavam um show completo —, mas Miley transformou o momento em conversa franca e apresentações improvisadas.
O filme ganhou sessões globais em datas únicas e chegou ao Disney+ pouco depois, consolidando a estratégia da artista: lançar um grande projeto visual sem a necessidade de uma turnê mundial.
Mais tarde, Miley explicou publicamente que não pretende mais fazer grandes turnês por questões de saúde mental, sobriedade e bem-estar — um posicionamento que ecoou com força na indústria da música.
Se o ano começou com tensão familiar, o meio dele trouxe reconciliação. Em maio, Miley voltou a ser vista com o pai em fotos publicadas durante o aniversário do irmão. O movimento ficou ainda mais claro em setembro, com o lançamento de “Secrets”, parceria com Lindsey Buckingham e Mick Fleetwood.
A faixa, incluída na edição deluxe do álbum, foi lida pela imprensa como uma carta aberta de cura, marcada por metáforas sobre confiança, perdão e passado em reconstrução. Não por acaso, Billy Ray posteriormente celebraria publicamente o noivado da filha — um gesto simbólico de reaproximação.
Mesmo colhendo indicações importantes no MTV Video Music Awards 2025, incluindo Melhor Vídeo em Formato Longo, Miley optou por não comparecer ao evento. A escolha reforçou sua nova postura: menos exposição, mais autocontrole e maior foco na qualidade artística de seus lançamentos.
Em entrevistas, ela definiu sua filosofia como a capacidade de “ver destruição e decepção como começos”, frase que se tornou resumo perfeito da era Something Beautiful.
No último trimestre do ano, Miley expandiu sua presença no cinema com “Dream as One”, música original para “Avatar: Fire and Ash”. Escrita com Mark Ronson, Andrew Wyatt e Simon Franglen, a canção toca nos créditos finais e reforça a presença da artista nas grandes trilhas sonoras de Hollywood.
Mas o momento mais comentado de dezembro veio no tapete vermelho da première do filme: Miley surgiu com um anel de diamante que confirmava o noivado com Maxx Morando. Em entrevistas posteriores, ela relatou que busca uma vida mais calma e privada — alinhada ao discurso de transformação que guiou todo o ano.
A artista também aproveitou a ocasião para tranquilizar fãs sobre o estado de saúde de Dolly Parton, sua madrinha artística, dizendo que a estrela country está se recuperando e continua ativa “no próprio ritmo”.
Além da música, 2025 também consolidou Miley Cyrus como uma das figuras mais influentes da moda e da comunicação visual. A artista intensificou parcerias com marcas de luxo, estrelou campanhas de moda e ampliou seu alcance no mercado de perfumes e cosméticos, reforçando a imagem de uma estrela que domina não apenas os palcos, mas também o imaginário estético da cultura pop contemporânea.
Durante o ano, Miley protagonizou ensaios que exploraram diferentes facetas de sua personalidade — ora irreverente, ora elegante, sempre consciente do poder simbólico da própria imagem. Essa versatilidade culminou em uma das aparições editoriais mais comentadas de 2025: sua capa para a Vogue, onde assumiu uma estética madura e sofisticada, alinhada ao conceito visual de Something Beautiful. A publicação destacou sua evolução estilística e sua habilidade de transformar experiências pessoais em expressão artística, reforçando o lugar que ela ocupa entre as vozes femininas mais influentes da moda internacional.
Sua presença contínua em tapetes vermelhos, campanhas e editoriais deixou evidente que Miley domina uma gramática visual própria — um repertório que vai do glamour experimental às referências rock e alternativas que marcaram suas fases anteriores. Em comerciais e ativações com marcas de beleza, a cantora também expandiu seu alcance, emprestando voz, estilo e narrativa a produtos que dialogam diretamente com o público jovem adulto que a acompanha há mais de uma década.
Em 2025, Miley não apenas lançou música e cinema: ela construiu uma identidade estética capaz de dialogar com múltiplos segmentos da indústria, confirmando que sua influência ultrapassa o território do entretenimento e alcança a moda, a beleza e a publicidade com a mesma força transformadora.
No fim das contas, 2025 entrou para a história de Miley Cyrus como um ano de renascimento, marcado por escolhas artísticas e pessoais que redefiniram sua trajetória. A chegada do álbum-visual “Something Beautiful” consolidou uma fase mais sofisticada e conceitual, enquanto a reconciliação com a família trouxe um equilíbrio emocional que se refletiu diretamente em sua música. Ao decidir não voltar às grandes turnês, Miley reafirmou um novo pacto consigo mesma, priorizando saúde mental, estabilidade e liberdade criativa. Paralelamente, sua expansão para o cinema, com a participação em “Avatar: Fire and Ash”, reforçou o alcance multidimensional que ela vem construindo. E, no plano íntimo, o noivado com Maxx Morando simbolizou um começo mais sereno, alinhado ao discurso de transformação que guiou todo o ano.
Mais do que um ciclo profissional bem-sucedido, 2025 marcou o momento em que Miley Cyrus consolidou uma linguagem própria — madura, visual e profundamente introspectiva — que a posiciona entre as artistas mais relevantes do pop contemporâneo.
Recorde três momentos essenciais de Miley em 2025: a performance intimista de “End of the World (Live from Chateau Marmont)”, que evidenciou a nova sensibilidade da artista; o lançamento de “Secrets”, parceria com Lindsey Buckingham e Mick Fleetwood, que aprofundou o caráter emocional da era Something Beautiful; e a chegada de “Dream As One”, composta para o filme Avatar: Fire and Ash, mostrando sua expansão para o universo das grandes trilhas sonoras.
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