Milícias de diferentes regiões fazem alianças na cadeia para aumentar seus domínios

Leia maisLeia maisInspetores integram esquemaLeia maisLeia maisPara manter contato com o exterior, milicianos também contam com a cumplicidade de agentes penitenciários. A Polícia Civil interceptou uma ligação telefônica entre Anderson Pereira, o Sassa, e um servidor. Na conversa, o criminoso explica que quer transferir um preso da Cadeia Pública Patrícia Acioli, em São Gonçalo, para o Bandeira Stampa. O servidor, chamado de “Tiquinho” pelo miliciano, respondeu que “a transferência custaria R$ 3 mil”.Leia maisLeia maisLeia maisLeia maisLeia maisOutro inquérito, que terminou com a prisão de três agentes penitenciários em julho de 2018, revela que alguns servidores que trabalhavam no Bandeira Stampa também eram integrantes da milícia. O agente Adalberto Braz Correa Júnior, um dos presos, é acusado de ser o responsável pela extorsão de comerciantes na região central de Campo Grande. Já os inspetores Leandro César Pires Gonçalves e Émerson dos Santos Lopes são apontados como os responsáveis pela entrada de drogas, armas, anabolizantes e cigarros contrabandeados na unidade que abriga milicianos.Leia maisLeia maisAo longo da investigação, mensagens encontradas em três celulares dentro de uma cela do presídio revelaram que os paramilitares presos recebem informações sobre a ação de bandos rivais nas áreas que controlam e determinam contra-ataques. Numa das mensagens, o preso ordena ao interlocutor que retire uma boca de fumo instalada em Campo Grande e execute os responsáveis. Os milicianos sequer escondem os aparelhos: uma foto que faz parte do inquérito mostra um integrante do grupo dormindo em sua cama dentro de uma cela com um celular conectado ao carregador na tomada ao lado.Leia maisLeia mais‘Franquias’ na BaixadaLeia maisLeia maisPara o promotor Luiz Antônio Ayres, que investiga a atuação da milícia na Zona Oeste, grupos paramilitares “aprenderam” a conviver harmonicamente nos presídios. Segundo ele, o estado precisa estar atento às alianças entre quadrilhas que antes eram rivais.Leia maisLeia maisLeia maisLeia mais— Antes, as milícias entravam em guerra por territórios. Agora, elas passaram a fechar acordos dentro da cadeia. E isso é facilitado pela convivência entre chefes de grupos no mesmo presídio. No Bandeira Stampa, há integrantes de escalões mais baixos e também líderes. É preciso identificá-los e separá-los — afirmou Ayres.Leia maisLeia maisPara o promotor, a expansão da milícia na Baixada Fluminense foi facilitada pelo contato entre milicianos dentro da cadeia.Leia maisLeia mais— Na Baixada, a expansão se dá em forma de franquia, com apoio logístico da maior milícia da Zona Oeste. A convivência na cadeia facilita isso — avalia Ayres.Leia maisLeia maisQuestionada sobre planos para separar milicianos de bandos diferentes no sistema prisional, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que “poderá fazer uma série de divisões setoriais, em diversas organizações criminosas, após a conclusão do projeto do Presídio Vertical”.Em 2019, 281 celulares foram apreendidos no Bandeira Stampa.Leia maisLeia maisCom reportagem de Rafael Soares para ExtraLeia mais

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