O ano de 2026 já assombra os corredores do Planalto com a proximidade das eleições. Uma brincadeira que circula entre os ministros do governo Lula, "o último a sair apaga a luz", reflete a realidade: a maioria dos chefes de ministérios deixará seus cargos até abril para se lançar na disputa eleitoral e buscar votos nas urnas. Essa movimentação intensa na Esplanada dos Ministérios já desenha um novo cenário político para o país.
A lista de quem planeja deixar o governo para concorrer nas eleições de 2026 é extensa. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já comunicou ao presidente Lula seu desejo de deixar o cargo. A expectativa é que a responsabilidade de "apagar a luz" recaia, mais uma vez, sobre o ministro da Defesa, José Múcio, que também busca uma saída.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está no radar de Lula para possíveis candidaturas, seja ao Senado por São Paulo, seja ao governo do Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve focar na sua reeleição para a Câmara dos Deputados.
Simone Tebet, ministra do Planejamento, também deixará o posto. Sua intenção é disputar novamente uma vaga no Senado. Contudo, após seu apoio a Lula no segundo turno em 2022, Tebet tem enfrentado uma perda de votos em seu reduto eleitoral no Mato Grosso do Sul, um estado conhecido por seu conservadorismo.
O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro nome confirmado na debandada. Ele pretende ser candidato ao Senado pela Bahia. Já a ministra da Cultura, Margareth Menezes, recebe incentivos da primeira-dama Rosângela Silva para concorrer a deputada federal. Essa onda de saídas demonstra a forte pressão do calendário eleitoral sobre a gestão atual, exigindo decisões estratégicas de cada ministro em busca de seus objetivos políticos.
A saída de tantos ministros não é apenas uma questão de ambição individual, mas um reflexo direto da corrida eleitoral de 2026. A maioria dos ocupantes de cargos na Esplanada se prepara para o embate direto com as urnas, deixando para trás o poder e a influência de seus postos atuais. O cenário político brasileiro se molda com antecedência, e a dinâmica de poder dentro do governo Lula já se altera em função das futuras disputas pelo voto popular.
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