Na decisão, Moraes destacou que a autorização de contato entre investigados e condenados em procedimentos que guardam relação entre si pode comprometer o andamento das apurações. O ministro citou ainda uma tentativa anterior de Magno Malta em ingressar na unidade prisional sem a devida autorização. Outro ponto levantado foi o fato de Valdemar Costa Neto ser, ele próprio, investigado pelos mesmos crimes que são atribuídos a Jair Bolsonaro.
Apesar de vetar a visita de Costa Neto e Malta, Alexandre de Moraes autorizou outros encontros para o ex-presidente. No dia 7 de fevereiro, Bolsonaro poderá receber o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), das 8h às 10h, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), das 11h às 13h. Já no dia 14 de fevereiro, estão agendadas as visitas de Luiz Antonio Nabhan Garcia, das 8h às 10h, e do senador Wilder Morais (PL-GO), das 11h às 13h.
Além dos encontros autorizados, o ministro liberou a realização de caminhadas controladas para Jair Bolsonaro. Essas atividades deverão ocorrer em locais previamente definidos pela administração do Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM), como o campo de futebol ou a pista asfaltada da unidade. As caminhadas serão realizadas sob escolta permanente e sem contato com outros detentos, atendendo a recomendações médicas.
A decisão de Moraes também contempla a alteração excepcional de um dos dias de visitação para os sábados, mantendo as quartas-feiras como dia fixo. O objetivo é reduzir a circulação interna e reforçar a segurança do local. As visitas continuam limitadas a dois visitantes por vez, em horários estabelecidos pela administração prisional.
Em outra frente, o ministro autorizou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente. O padre Paulo M. Silva poderá atuar, somando-se aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico. As atividades religiosas serão individuais, uma vez por semana, com duração de até uma hora.
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