Motta diz que pode pautar projeto que revê penas do 8/1 após conclusão de relatório

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (3) que o chamado "PL da Dosimetria", que revê as penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, pode ser pautada após a conclusão do relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Segundo ele, a análise do tema ainda está em fase de conversas com lideranças partidárias.

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A proposta é uma alternativa ao projeto de lei da anistia e pode, dependendo das alterações feitas durante a votação, beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente articularem o alegado plano de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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“O relator Paulinho da Força está conversando com todas as bancadas para apresentar seu texto. Não há texto pronto. Quando ele terminar as conversas, vai apresentar texto e, a partir daí, vamos discutir quando levaremos essa proposta à pauta. Temos que aguardar o trabalho do relator”, disse Motta em entrevista à CNN Brasil.

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Motta destacou que a prioridade da Casa será manter o diálogo direto com a sociedade e citou como pontos centrais da agenda a regulamentação das relações entre trabalhadores e empresas de aplicativos, a definição de regras para o uso da inteligência artificial, o novo Plano Nacional de Educação e a reforma administrativa. Para ele, essas medidas terão impacto direto no cotidiano dos brasileiros.

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Por outro lado, também avaliou que o Brasil atravessa um momento delicado no cenário externo, como o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e as sanções a autoridades.

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“Tenho preocupação, nesse momento difícil que o Brasil vive de instabilidade internacional, com essa decisão recente dos Estados Unidos de impor tarifas ao país”, afirmou.

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Já em relação ao Congresso, Hugo Motta defendeu uma convivência saudável com o Senado mesmo diante de divergências. Na semana passada, os senadores enterraram a PEC da Imunidade parlamentar após a Câmara aprovar a proposta.

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“Essa relação tem que ser sempre muito franca, verdadeira e transparente. Cada um entendendo que a correlação de forças do Senado é diferente da que temos hoje na Câmara. Cada Casa tem suas particularidades”, declarou.

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Motta ressaltou ainda que mantém uma relação de respeito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pode vir a barrar outras propostas polêmicas que sejam aprovadas pela Câmara. Na avaliação dele, derrotas fazem parte do processo democrático.

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“Minha relação com Davi Alcolumbre é muito boa e respeitosa. Não obrigatoriamente o Senado tem que concordar com o que a Câmara faz, e vice-versa”, completou.

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[Gazeta do Povo]Source link

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