Motta ‘lava as mãos’ com punição de motinados e foro deve ficar de fora de votações nesta semana

[Editada por: Marcelo Negreiros]

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BRASÍLIA – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu “lavar as mãos” sobre a possibilidade de punição aos parlamentares que se amotinaram na semana anterior em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme relato de participantes da reunião de líderes nesta terça-feira, 12.

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O tema foi levantado por lideranças durante o encontro. Motta limitou-se a dizer que as representações contra deputados rebeldes foi encaminhada à Corregedoria Parlamentar e que cabe ao corregedor, deputado Diego Coronel (PSD-BA), fazer a análise de cada caso.

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A decisão incomodou especialmente o PT. “Vamos continuar batendo na tecla da suspensão imediata de deputados”, disse Lindbergh Farias (RJ), líder do partido na Câmara.

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Do outro lado, o PL defende o arquivamento de todas as representações contra parlamentares da oposição (foram 14 representados, no total) e a punição à deputada federal Camila Jara (PT-MS), acusada de empurrar Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a confusão enquanto se tentava retomar o controle do plenário da Câmara.

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Como mostrou o Estadão, inicialmente, Motta tinha indicado que deveria punir cinco parlamentares: Jara e os bolsonaristas Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS). Outros parlamentares receberiam uma advertência.

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Como saldo da reunião com representantes da Mesa Diretora, a decisão final foi encaminhar os casos para o corregedor parlamentar dar uma decisão antes de encaminhar os casos à Comissão de Ética. Inicialmente, ele teria o prazo sumário de 48 horas para definir um encaminhamento – sem tempo para tomar uma decisão num período curto, Coronel optou pelo prazo de 45 dias até tomar uma decisão.

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Foro privilegiado deve ficar fora da pauta de votação nesta semana

Do lado do PL, a expectativa fica em torno do que será decidido sobre o foro privilegiado. Até agora, não há perspectiva de votação nesta semana da proposta de emenda à Constituição (PEC) que alteraria a regra sobre julgamento de parlamentares.

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Além do PL, o PP manifestou desejo de apreciar a PEC. Dentro do partido, porém, a expectativa é ainda de que a bancada precisa ser ouvida para saber o grau de adesão – o próprio líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), sinalizou a aliados que resiste a uma mudança constitucional.

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Outras siglas, como o PSD, manifestaram interesse em discutir o mérito da PEC. Alguns líderes sinalizam que a PEC pode começar a avançar na próxima semana.

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Durante a reunião, líderes manifestaram preocupações especialmente com as prerrogativas parlamentares e desejam fortalecer as imunidades dos deputados e senadores. Dois pontos especialmente foram trazidos: a PEC da Blindagem, que dificulta a possibilidade de prisão de deputados, e a possibilidade de inclusão na PEC do Foro ou em outro texto de as Casas Legislativas precisarem autorizar investigação contra um de seus membros.

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Antes de uma emenda constitucional de 2001, deputados e senadores não podiam ser processados criminalmente sem prévia licença da respectiva da Casa. Essa foi alterada na época para permitir que o Supremo Tribunal Federal instaurasse ação penal sem necessidade de autorização prévia da Câmara ou do Senado.

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A pauta desta semana foi publicada poucas horas após a reunião e sem proposições polêmicas.

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[Por: Estadão Conteúdo]Source link

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