MPPB acompanha encerramento de lixões, em Lucena e Taperoá, Patos continua sem previsão

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Levantamento aponta que 159 municípios passaram a fazer o descarte correto dos seus resíduos, após o projeto “Fim dos Lixões”

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De acordo com o coordenador da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e Improbidade Administrativa (Ccrimp/MPPB), Eduardo de Freitas Torres, o cenário é, praticamente, o oposto do apresentado em 2018, quando passou a ser implementado o projeto “Fim dos Lixões”, idealizado pelo MPPB e que teve a participação de órgãos como o MPF, a Sudema, o Ibama, o IFPB e a Federação dos Municípios do Estado da Paraíba (Famup). Nessa época, apenas 29 municípios do Estado não possuíam lixões e davam o destino adequado aos seus resíduos. Na grande maioria, os resíduos eram despejados em meio ambiente aberto, colocando em risco a saúde da população e degradando a natureza.

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O “Projeto Fim dos Lixões” teve a adesão de 170 municípios, em que os prefeitos celebraram acordos de não-persecução penal (ANPP) - comprometendo-se a extinguir os lixões e a dar o destino adequado aos resíduos sólidos - e assinaram Termos de Ajustamento de Conduta, comprometendo-se a adotar as medidas necessárias para recuperar a área degradada. Além de prestar assessoramento técnico aos municípios para viabilizar o cumprimento dos compromissos, o MPPB fomentou, com essa iniciativa, o cumprimento da lei ambiental por parte de outros gestores.

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Reinspeções

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A coordenadora do Centro de Apoio Operacional em matéria de meio ambiente, saúde e consumidor (CAO Meio Ambiente), a promotora de Justiça Fabiana Lobo, explicou que o monitoramento feito pelo MPPB em relação ao cumprimento da Lei 12.305/2010 é permanente e que vêm sendo realizadas reinspeções nos municípios. Até o momento já foram reinspecionados, pela equipe do Núcleo de Apoio Técnico (NAT/MPPB), 101 dos 223 municípios paraibanos.

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Em dez cidades onde a prefeitura já havia solucionado o problema com a destinação dos resíduos sólidos para aterros sanitários, foi constatado que parte dos rejeitos produzidos voltou a ser despejada em meio ambiente aberto. São eles: Carrapateira, Pedro Régis, Pilões, Picuí, Prata, Remígio, Santo André, São Bento, Serra da Raiz e Vieirópolis.

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Conforme explicou Fabiana Lobo, os promotores de Justiça com atribuição na área estão recebendo os relatórios de reinspeção e devem adotar as providências extrajudiciais e judiciais cabíveis junto aos prefeitos dos municípios em que atuam, pedindo esclarecimentos e cobrando a solução do problema. “Além das reinspeções que serão permanentes, o CAO tem recebido relatórios de todos os aterros sanitários sobre a quantidade de resíduos destinada pelos municípios para auxiliar nesse monitoramento”, acrescentou.

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Lucena e Taperoá

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Em ofício encaminhado ao MPPB, o prefeito de Lucena, Leomax da Costa Bandeira, informou que o lixão da cidade foi desativado e que todo o acervo de resíduos sólidos foi encaminhado ao aterro sanitário de João Pessoa. Ele ressaltou que, “após anos de tentativas com as gestões anteriores, foram empreendidos todos os esforços possíveis para a solução do problema”.

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Também encaminhou cópia dos contratos realizados, após licitação, do caminhão compactador de lixo e da empresa responsável pela recepção, tratamento e destinação final do lixo do município para o aterro sanitário metropolitano de João Pessoa. Comunicou ainda que estão sendo tomadas as providências para a preservação e recuperação da área degradada.

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O prefeito de Taperoá, George Ciro Monteiro de Farias, também comunicou, por ofício, ao MPPB, que o lixão da cidade está desativado e que o processo de recuperação da área degradada está sendo acompanhado por uma engenheira ambiental. Disse ainda que foi suspensa qualquer tipo de catação de material reciclado na área do antigo lixão e que a coleta dos resíduos sólidos está sendo realizada diariamente em veículos tipo caçambas, sendo transportados diretamente para o aterro de Campina Grande, sem que haja qualquer contato com o solo.

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O gestor informou as providências que vêm sendo adotadas para promover a educação ambiental da população (incluindo as atividades pedagógicas na rede de ensino, com a participação da Secretaria Municipal de Educação) e para criar uma cooperativa de catadores no município, com a capacitação de pessoas. Comunicou ainda que a Prefeitura está trabalhando para viabilizar a autorização de utilização de aterro sanitário municipal.

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Confira os municípios que ainda possuem lixão:

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1. Alagoa Grande

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2. Bonito de Santa Fé

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3. Boqueirão

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4. Cajazeiras

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5. Cruz do Espírito Santo

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6. Cuité

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7. Junco do Seridó

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8. Lagoa de Dentro

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9. Lastro

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10. Manaíra

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11. Mogeiro

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12. Monteiro

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13. Patos

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14. Pilar

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15. Pitimbu

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16. Pombal

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17. Santa Cruz

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18. São João do Rio do Peixe

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19. São José do Sabugi

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20. São José dos Ramos

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21. São Miguel de Taipu

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22. São Vicente do Seridó

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23. Serra Branca

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24. Sumé

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25. Zabelê

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Fonte: CAO Meio Ambiente e Ccrimp/MPPB

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Foto retirada do ofício encaminhado pelo Município de Lucena ao MPPB

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