Museu de História da Paraíba planeja exposição de piso de suásticas do Palácio da Redenção

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Um antigo piso de suásticas do Palácio da Redenção, atual sede do Museu de História da Paraíba, deve compor uma das futuras exposições do espaço, inaugurado nesta sexta-feira (3), em João Pessoa. Segundo a Secretaria de Cultura (Secult), ainda não há uma data para a exibição.

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O secretário de Cultura, Pedro Santos, confirmou ao Jornal da Paraíba o interesse em expor o objeto, mas informou que ele permanece guardado com o órgão enquanto a equipe trabalha na elaboração da exposição.

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"A gente tá trabalhando uma exposição própria sobre isso, então há uma curadoria, há desenvolvimento de textos curatoriais, e, em algum momento, vamos ter uma exposição com foco nesse material histórico. Claro que, com a devida abordagem curatorial e com textos explicativos, para que essa história não se reproduza. Acho que a gente pode trazer essa abordagem educativa", afirmou o secretário de Cultura, Pedro Santos.

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O Palácio da Redenção manteve o piso de suásticas por quase seis décadas. A decoração foi colocada em 1937, durante o governo de Argemiro de Figueiredo, período em que o regime nazista liderado por Hitler estava no poder na Alemanha. As peças só foram removidas em 1995, no governo de Antônio Mariz, em meio a questionamentos de historiadores.

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O piso de suásticas no Palácio da Redenção

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Construído em 1585, o Palácio da Redenção foi residência oficial do governador da Paraíba e foi a sede do poder executivo estadual. O local foi reformado e transformado no Museu de História da Paraíba.

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Uma das versões históricas sobre a instalação dos ladrilhos com suásticas é do historiador José Octávio de Arruda Melo, no livro “Os Italianos na Paraíba”. Segundo o escritor, os ladrilhos foram instalados durante reformas solicitadas pelo então governador Argemiro de Figueiredo.

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Inicialmente, o escritor afirmava que o arquiteto Márcio de Lascio presenciou a instalação dos ladrilhos e disse que os símbolos representavam suásticas gregas, sem qualquer ligação com o nazismo. Porém, em uma nova edição do livro, o historiador considerou que os fatos não permitem essa conclusão.

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Ele se baseou na posição de liderança do arquiteto Giovanni Gioia, apontado como o responsável pela instalação dos ladrilhos com suástica, na organização da ala militante do fascismo italiano na Paraíba, participando de um grupo que divulgava as ideias de Mussolini, seja por meio de livros, revistas, palestras e até por meio do ensino do idioma italiano. Ele também afirma que o arquiteto “fazia-se partidário da aliança da Itália de Mussolini com a Alemanha de Hitler”, após a celebração do Pacto de Aço.

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A historiadora também disse que não há um consenso sobre qual o papel do ex-governador na instalação das peças. Ela estudou durante seu mestrado o governo de Argemiro de Figueiredo e explica que não é possível afirmar que o gestor tinha ligação com a ideologia nazista, mas avalia que ele possuía uma “certa simpatia” com o governo de Hitler.

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O governador Antônio Mariz decidiu retirar os ladrilhos com suásticas em fevereiro de 1995, no segundo mês do seu curto governo. Em entrevista ao programa de rádio “A Voz da Cidadania”, registrada em matéria do Jornal da Paraíba, o gestor defendeu a decisão afirmando que “o Palácio da Redenção não pode ser vitrine de nenhum pensamento ideológico”.

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JP

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