Em seus tuítes, Lima disse que os artistas estão procurando uma forma de interagir com o público durante a quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus. "Estamos prestando um grande serviço social por meio dessas lives", escreveu.
"Além de shows ao vivo, estamos arrecadando e fazendo doações para entidades e pessoas carentes que neste momento passam por extrema necessidade... Estamos dividindo as nossas intimidades, mostrando ao público como é nossa vida fora dos palcos, compartilhando momentos únicos!", completou.
Em nota, o Conar afirmou que, apesar do formato inovador das apresentações online, elas devem seguir "princípios fundamentais da comunicação comercial do segmento, com a divulgação responsável de bebidas alcoólicas e com os cuidados para que não seja difundida a crianças e adolescentes".
Procurado, Gusttavo Lima afirmou, por meio de sua assessoria, que "os esclarecimentos necessários serão prestados conforme determinado na referida citação". "O departamento jurídico está acompanhando o caso, tratando-se, portanto, de uma citação de processo administrativo e não se trata de processo judicial."
Já a Ambev afirmou que tem patrocinado algumas lives nesse momento de quarentena "sempre com o cuidado de assegurar as medidas de higiene e distanciamento social e com a devida orientação prévia aos artistas sobre as regras do Conar de publicidade de bebidas". Mas destaca que "em algumas lives, de forma totalmente espontânea, algumas orientações não foram seguidas".
A mais recente live de Gusttavo Lima aconteceu no sábado (11) e teve palavrões, declarações de amor e ele bebendo de cerveja a tequila, mostrando estar alterado em algumas ocasiões. "Que ressaca, meu Deus. O que colocaram na minha bebida, gente?", chegou a afirmar ele no dia seguinte nas redes sociais.
A live, que teve uma mensagem "a todos os cachaceiros desse mundo" em sua abertura, durou sete horas e meia e teve 5,5 milhões de acessos simultâneos. Uma semana antes, o cantor já tinha feito uma outra apresentação online que durou cinco horas e teve mais de 750 mil acessos simultâneos.
Esse formato de show ganhou força nas últimas semanas devido à quarentena do novo coronavírus, que cancelou apresentações em todo o país. Antes mais intimista, as lives passaram a ter produções elaboradas, câmeras em drones e patrocínio de marcas famosas, principalmente com os sertanejos.
As grandes lives também têm arrecadado fundos e equipamentos para hospitais e instituições de caridade, além de conscientizar sobre a necessidade de ficar em casa. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chegou a fazer aparições pré-gravadas nas lives de Marília Mendonça e Jorge e Mateus.
O cantor e a Ambev terão agora 20 dias para apresentar defesa, se assim quiserem. Caso o Conar entenda que houve irregularidade, as penas podem ser a alteração da peça publicitária, neste caso alteração da live, e advertência aos responsáveis.
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