Não faltarão recursos para vacinas gratuitas a todos, diz Bolsonaro

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Em publicação feita nas redes sociais, Bolsonaro disse que após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) certificar uma vacina eficaz contra a doença, ” o governo brasileiro ofertará a vacina a toda a população de forma gratuita e não obrigatória”.

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Apesar de não fazer referência, a postagem foi feita no mesmo dia em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o plano de vacinação com a CoronaVac – produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan – começa no dia 25 de janeiro de 2021.

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Vacinas e plano de imunização

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Atualmente, quatro vacinas estão na fase 3 de testagem em humanos no Brasil. São elas:

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AstraZeneca + Universidade de Oxford: 70% de eficácia, com uma variação de 62% a 90% de acordo com a dose aplicada.

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CoronaVac: ainda sem a taxa de eficácia divulgada.

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Pfizer + BioNTech: 95% de eficácia e mais de 94% eficaz em idosos acima de 65 anos, segundo dados preliminares da fase 3.

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Janssen: ainda sem a taxa de eficácia divulgada.

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Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou os primeiros pontos da estratégia “preliminar” para a vacinação da população. Segundo a pasta, o plano será dividido em quatro etapas:

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Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena.

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Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.

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Terceira fase: pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da Covid-19 (como pacientes com doenças renais crônicas e cardiovasculares).

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Quarta fase: professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

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Uso emergencial da vacina

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Também na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que vai aceitar que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 solicitem o “uso emergencial” no Brasil. De acordo com a agência, o uso emergencial será restrito a vacinas que já estão em testes no país.

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Veja os principais pontos:

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Cada pedido deve ser feito pela empresa desenvolvedora e será analisado de forma independente;

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Decisão será tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa;

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Serão considerados estudos não-clínicos e clínicos (em humanos);

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Serão itens avaliados: qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, e resultados provisórios de ensaios clínicos;

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Empresa interessada deverá comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina;

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Estudo clínico na fase 3 – última etapa de testes – deve estar em andamento e conduzido também no Brasil;

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Vacina com uso emergencial liberado não pode ser comercializada, ela só pode ser distribuída no sistema público de saúde;

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Liberação de uso emergencial pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.

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Apesar dos critérios, a Anvisa ressaltou, no entanto, que a vacina só será liberada para o público previamente definido e testado nos estudos.

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Com informações de Metrópoles

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