Nova praga “importada” devasta lavouras no Brasil, 30 anos após chegada do bicudo do algodoeiro

Lagarta ataca milho, soja, algodão e outras culturasReportagem: Levy Soares

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A lagarta Helicoverpa armigera, identificada neste mês por pesquisadores da Embrapa como a praga que está destruindo grandes plantações na região do Cerrado, pode causar prejuízos mais devastadores do que o bicudo do algodoeiro (Anthonomus grandis Boheman), introduzido no Brasil em 1983. Enquanto o bicudo ataca exclusivamente o algodão, a nova praga “importada” já provoca perdas elevadas nas lavouras de algodão, milho e soja, e se alastra pelos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Oeste da Bahia. Há registros ainda de ataques significativos em lavouras de feijão, sorgo e milheto.

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Da mesma forma que aconteceu quando o “bicudo do algodoeiro” surgiu no Brasil, a entrada da Helicoverpa armigera tem levantado suspeita de que foi introduzida criminosamente para frear o avanço da produção agrícola brasileira. Há, também, a hipótese de ter sido causada por falhas na fiscalização de importação de produtos agrícolas.Para o chefe de pesquisa da Embrapa Algodão, existe muita especulação e não é possível afirmar como essa praga exótica veio parar no Brasil. Mas Carlos Domingues reconhece que, “à medida que o Brasil vai se tornando uma potência em algumas commodities agrícolas, a concorrência fica mais acirrada e há risco de o país se tornar alvo de alguma “maldade” para debilitar nossa capacidade de produção”.

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Desequilíbrio ecológico – De acordo com o chefe de pesquisa da Embrapa Algodão, o surgimento dessa nova praga é ainda mais grave porque o sistema de cultivo nas regiões atingidas já está debilitado e mal planejado pelos produtores empresariais. Dá como exemplo o Oeste da Bahia, um dos maiores produtores brasileiros de algodão, soja e milho, onde muitas pragas que só atingiam a soja ou o milho agora também atacam o algodão, como Helicoverpa zea e Spodoptera frugiperda (pragas do milho) e Pseudoplusia includens (da soja). “Há relatos de que os produtores chegam a fazer 25 pulverizações com agrotóxicos em cada uma dessas culturas, quando não deveriam passar de 10 ou 12 por safra”, revela o pesquisador.

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