'O fiasco de Lula e Janja na China'

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 14 de maio de 2025)

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O presidente Lula, positivamente, não reage bem às mudanças de fuso-horário, de latitude e de temperatura ambiente. Seu GPS entra em pane assim que ele deixa o espaço aéreo nacional e o resultado mais imediato é o agravamento dos teores de estupidez líquida daquilo que fala — para não dizer nada sobre como se comporta. Já é uma tristeza quando ele está aqui mesmo. Quando viaja ao exterior fica pior. Lula, como o vinho, viaja mal.

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Essa sua última expedição à Rússia e à China foi um portento, realmente, em matéria de declarações cretinas — quando mais longe ele vai, ao que parece, mais bobagem ele diz. A mais notável de todas, pelos critérios de espessura, volume e peso, foi a sua dissertação sobre a “eliminação da pobreza” pela revolução de Mao Tse-tung. O que Mao fez, mesmo, foi a eliminação de chineses — 40 milhões de mortos, no mínimo, numa das piores ditaduras que já se viu neste mundo.

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O que tirou os chineses da pobreza foi exatamente o contrário: o fim do regime de Mao Tse-tung na China e sua substituição pelo capitalismo mais agressivo praticado nos últimos 45 anos sobre a face da Terra. Da era comunista só sobrou a ditadura e o partido único que manda em tudo. O resto é o oposto do que diz Lula — que ainda quis se pôr no mesmo nível de importância histórica de Mao.

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Estamos, aí, em franco processo de alucinação. O capitalismo na China tirou 1 bilhão de pessoas da mais negra miséria, no maior episódio de progresso social da história, e fez do país uma potência mundial. Lula, que entra, sai e volta ao governo há mais de 20 anos, só empurrou o Brasil e os brasileiros para trás. O que ele tem hoje a oferecer, passado este tempo todo, é o escândalo do INSS.

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Lula submeteu o país a uma nova humilhação

Na Rússia, antes disso, Lula já tinha submetido o Brasil à humilhação inédita de exibir o seu presidente, com toda sua democracia recivilizada, no meio de uma camarilha de ditadores celerados, gangsters presidenciais e criminosos de guerra — o único tipo de convidado no desfile de Vladimir Putin para comemorar a vitória russa na Segunda Guerra Mundial. Não havia um único democrata; não se festeja a derrota do nazismo indo à festa do aliado original dos nazistas.

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Para completar, há a demência de se levar uma comitiva oficial de 200 para mais esse passeio e das despesas brutas com viagens ao exterior — já na casa dos R$ 9 bilhões em dois anos e meio, e com viés de alta. Acima de tudo, há Janja. Ela não tem função nenhuma no governo — mas se intromete em tudo, com níveis de vulgaridade, grosseria e burrice que turbinam ao máximo os piores momentos do marido.

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Lula parece vendido nessa história. Vai ficando, cada vez mais, no papel mundialmente ridículo do marido velho e rico casado com a mulher mais nova e exibida — todo mundo ri escondido, e ele pensa que está brilhando. Janja sempre dá um jeito de se meter na frente dele nas viagens, com a sua equipe de apoio, a extravagância das suas despesas e o seu deslumbre por hotéis caros. Na China, acrescentou um plus a mais.

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Janja não apenas se intrometeu numa reunião de trabalho (ninguém aí trabalha em coisa nenhuma, mas todos fingem que aquilo é sério), mas cobrou medidas oficiais do presidente chinês — e, para piorar, medidas que ele deve tomar no Brasil. Em primeiro lugar, que diabo a mulher do presidente estava fazendo numa reunião formal de presidentes e ministros de Estado? Isso não existe. Mais: como o marido consegue aceitar calado uma intromissão dessas? Pior que tudo, enfim, é o que é ela fez, no lugar em que não deveria estar.

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É uma desmoralização em regra — e é o presidente da República, mais uma vez, no papel do marido panaca que aceita tudo. Janja, obviamente, não foi convidada; arrombou a porta, só isso. Será que Lula acha que ninguém percebeu? Só podia dar em besteira, e deu. Janja pediu que o presidente da China faça aqui dentro do Brasil, numa questão brasileira, o que seu marido não consegue fazer: censurar o TikTok, de matriz chinesa. Por quê? Segundo ela, a plataforma é de “direita”.

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O presidente Xi Jinping, é claro, deu a única resposta que poderia dar — basicamente, ele disse que não tem nada a ver com isso, e que quem tem de cuidar dos problemas do Brasil são os brasileiros, não a China. Querem censurar o TikTok? Então vão lá e censurem, mas não venham aqui pedir que eu faça o trabalho sujo de vocês. Lula ouviu o pito com cara de pamonha — e depois veio com a história de que foi ele quem puxou o assunto, que Janja não é uma mulher de “segunda categoria” e que a culpa é de quem vazou a informação para a imprensa. Continuamos, aí, em queda livre.

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