[Editado por: Marcelo Negreiros]
No início da semana, o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, disse que os norte-americanos são os únicos que possuem a bomba necessária para atingir a instalação nuclear subterrânea de Fordow, no Irã.
Símbolo do regime iraniano, a fortaleza está sob 80 ou 90 metros de rocha sólida em uma montanha na cidade de Qom. Defesas aéreas compradas da Rússia protegem o local, e Israel não tem armamento capaz de destruir a usina.
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O que se sabe sobre Fordow é o que está em documentos iranianos roubados ao longo dos anos pela inteligência israelense. A CNN teve acesso aos documentos, mas não há informações sobre a data exata de início da construção. Segundo estimativas, a construção pode ter sido iniciada entre 2002 e 2004.
Mesmo com ataques realizados nos últimos dias, Israel não conseguiu danificar as instalações, de acordo com informações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A existência de Fordow foi revelada ao público em 2009 por Barak Obama, então presidente dos EUA; Nicolas Sarkozy, então presidente da França; e Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido na época.
“O tamanho e a configuração desta instalação são inconsistentes com um programa pacífico”, disse Obama na ocasião.
Dias antes do anúncio feitos pelos três líderes, o Irã informou à agência nuclear da ONU a sua intenção construir uma nova unidade para enriquecimento de combustível. Àquela altura, Fordow já estava sendo contruída há anos.
A AIEA diz ter imagens mostrando obras de Fordow em 2002. David Albright, chefe do Instituto de Ciência e Segurança Internacional (ISIS), com sede em Washington, afirmou que “Fordow é, na verdade, um projeto que começou durante o que chamamos de programa nuclear de choque do início dos anos 2000”.
Em 2009, já era possível identificar uma estrutura externa em imagens aéreas do local. De acordo com informaçõs, a escavação de um suposto poço de ventilação estava em andamento na época. O poço, segundo especialistas, e essencial para permitir a circulação de ar na instalação.
Posteriormente, os iranianos esconderam e camuflaram esse poço como mostram imagens recentes.
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Questionada pela AIEA, o Teerã disse que a construção da fortaleza subterrânea tinha como objetivo preparar o Irã para eventuais respostas a “ameaças de ataques militares”.
O Irã também informou à agência que a instalação poderia abrigar até 3.000 centrífugas.
Em relatórios recentes, a AIEA sugere que o Irã aumentou a produção de urânio enriquecido para um nível de 60% em Fordow. Especialistas afirmam que a usina agora contém 2.700 centrífugas.
“O Irã pode converter seu estoque atual de urânio enriquecido a 60% em 233 kg de urânio de grau militar em três semanas na Usina de Enriquecimento de Combustível de Fordow”, afirmou o ISIS. A produção seria o suficiente para nove armas nucleares.
[Oeste]Conteúdo Original
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