O STF tinha que condenar Bolsonaro

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11 de setembro de 1973. Todos os anos, em cada 11 de setembro, me vinha a lembrança do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, do Chile.

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Allende, presidente socialista eleito democraticamente, foi deposto e executado pelos militares golpistas dentro do Palácio de La Moneda, sede do governo chileno.

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O que se seguiu foi uma ditadura brutal e sangrenta comandada pelo general Augusto Pinochet. O regime que matou milhares de pessoas se estendeu até 1990.

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11 de setembro de 2001. Outro 11 de setembro que ficou na nossa memória, o do atentado às Torres Gêmeas, um dos símbolos da cidade de Nova York.

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Todos os anos, em cada 11 de setembro, me vem, então, a lembrança do golpe que depôs Salvador Allende e das duas torres do World Trade Center em chamas.

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Agora, temos outro 11 de setembro para guardar em nossa memória. O 11 de setembro de 2025, o dia da condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado.

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O título da coluna, tirei da Folha de S. Paulo, alterando somente o tempo do verbo. "O STF tem que condenar Bolsonaro". Estava na capa da Folha do último domingo (07).

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No 7 de Setembro, a Folha trouxe na capa um editorial de primeira página, e o título era esse: "O STF tem que condenar Bolsonaro". Importante que tenha sido na Folha, que é identificada como um jornal, não de extrema, mas claramente de direita.

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O Supremo Tribunal Federal tinha que condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de estado. O 11 de setembro de 2025, dia em que o julgamento terminou, fica como data importante para o Estado Democrático de Direito.

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Em 1992, quando o presidente Fenando Collor foi afastado, e o senador paraibano Antônio Mariz assumiu a relatoria da etapa final do processo de impechment, ouvi dele a seguinte frase: "O país vive o instante trágico do afastamento de um presidente".

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Lembrei da frase de Mariz neste 11 de setembro de 2025. A condenação de Jair Bolsonaro funde dois sentimentos: o de júbilo, pelo quanto foi necessário e justo, e o de triste constatação de que a democracia brasileira vive de trágicos episódios.

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Jair Bolsonaro é uma tragédia brasileira. O mau militar que o general Ernesto Geisel ainda teve de tempo de ver nele, sua presença abjeta no baixo clero da Câmara, seu tributo a um torturador como Ustra e, finalmente, sua chegada ao Planalto, em 2019.

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Sob Bolsonaro, em meio à pandemia e à morte de 700 mil brasileiros, vimos o que parecia impossível a um presidente da República. Se quisermos, usaremos as piores palavras, as mais baixas, as mais chulas, para classificá-lo. Mas nem é mais necessário.

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Bolsonaro está condenado e será preso. Com ele, entre os demais integrantes do núcleo crucial da tentativa de golpe, há três generais e um almirante. Pela primeira vez, o Brasil condena militares de alta patente que atentaram contra a democracia.

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O julgamento que chegou ao fim neste 11 de setembro de 2025 traz muitas lições, mas não afasta do campo democrático os temores do que pode vir pela frente, das reações internas da ultradireita às agressões do governo Trump à nossa soberania.

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Nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, durante uma fala do ministro Alexandre de Moraes, foram exibidas algumas imagens. De Bolsonaro chamando o ministro de canalha num ato na Avenida Paulista, em 2021, às depredações do oito de janeiro de 2023.

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As imagens dizem tudo. A condenação de Jair Bolsonaro e dos demais integrantes do núcleo crucial é vitória do Estado Democrático de Direito e do Poder Judiciário.

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Sem um Judiciário forte, sem juízes com a firmeza de um Alexandre de Moraes, a despeito de todas as críticas que a eles possam ser feitas, não há vida democrática.

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Terminou. Horas e horas diante da televisão. Estamos exaustos. Recompensados porque a justiça foi feita. Mas naturalmente receosos com o que pode vir pela frente.

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Nesta sexta-feira, 12 de setembro de 2025, comecei o dia com a imagem de Mônica Salmaso nas redes sociais. Ela cantando uma canção de Chico Buarque: "Que um dia ele vai embora/Maninha, pra nunca mais voltar". Que assim seja.

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JP

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