Um levantamento recente aponta que a **oposição tem demonstrado força significativa** nas eleições presidenciais da América Latina. Nos últimos três anos, de 2022 a 2025, a oposição saiu vitoriosa em **70% das disputas**, com a **segurança pública** emergindo como um tema central e decisivo para o eleitorado. O estudo, conduzido pelo cientista político Murilo Medeiros, revela que **presidentes incumbentes foram derrotados em 13 das 19 eleições** analisadas, indicando uma tendência de reviravoltas tanto para a esquerda quanto para a direita do espectro político.
Medeiros destaca que a ocupação da Presidência deixou de ser uma garantia automática de vitória. Se antes o poder da máquina pública podia inclinar a balança a favor do incumbente, agora, o **presidente em exercício frequentemente carrega o ônus das insatisfações populares**. O eleitor latino-americano, segundo o especialista, tem se mostrado cada vez mais reativo a governos que não atendem às suas expectativas, transformando eleições em pleitos de **voto de insatisfação e pouca paciência**.
A sensação de insegurança e a falta de ordem pública têm sido fatores cruciais para o aumento do eleitorado que busca **propostas concretas em segurança pública**. Essa temática foi a tônica da vitória da oposição em diversas eleições presidenciais em 2025 na América Latina. Medeiros aponta que, no Brasil, a **segurança pública se configura como um “inexorável calcanhar de Aquiles” para a atual gestão**. Ele exemplifica o impacto dessa pauta citando a vitória de Nayib Bukele em El Salvador em 2024 e de Javier Milei na Argentina em 2023, onde a segurança foi um pilar fundamental das campanhas vitoriosas da oposição.
O cenário latino-americano, conforme analisado por Medeiros, vive um **ciclo de eleições reativas**. O eleitorado demonstra um comportamento de **voto de insatisfação**, cada vez mais propenso a reagir a problemas não resolvidos e menos tolerante com promessas vazias. Essa dinâmica tem favorecido a ascensão de novas lideranças e agendas que colocam a **segurança pública no centro do debate**, desafiando a permanência de presidentes incumbentes que não conseguem responder efetivamente às demandas da população por ordem e tranquilidade.
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