Os ‘vilões’ da luz: veja o que mais gasta energia e como economizar

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Uma publicação compartilhada por CCRei Patos (@colegiocristorei)

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Aparelhos que transformam energia elétrica em calor, como geladeiras e chuveiros, são os que mais impactam na conta de luz. No entanto, sem uso consciente, até mesmo itens como computadores e videogames podem pesar no final do mês. Veja a seguir quais são os eletrônicos e eletrodomésticos que mais consomem energia na sua casa.

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Também conversamos com o coordenador do programa de energia e sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Clauber Leite, que deu dicas que vão te ajudar a economizar.

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Economizar energia: como diminuir a conta de luz com a bandeira vermelha? Veja mais dicas no Fórum do TechTudo.

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1. Geladeira

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Essencial em nossas vidas, a geladeira ajuda a manter alimentos e bebidas em um bom estado de conservação. Para isso, ela retira o seu calor interno, transferindo-o para a região externa a ela. Esse processo de transformação é bastante custoso porque envolve a transformação de energia elétrica em calor, o que consome bastante luz.

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Uma geladeira comum, sem ser frost-free, consome em média 93 kWh mensais - ou, de acordo com a calculadora da Enel, cerca de R$ 80 na conta de luz. Dependendo da potência dela e de suas outras características (como, por exemplo, o seu tipo de motor), é possível que esse valor seja maior ou menor. Além de suas especificidades, há ainda outros fatores que podem impactar esse nível de consumo.

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Como as geladeiras trabalham para manter seu ambiente interior a temperaturas mais baixas, quando abrimos suas portas nós mudamos o seu equilíbrio interno. Isso ocorre por causa da troca direta de calor com o exterior. Segundo o coordenador do programa de energia e sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Clauber Leite, quando em excesso, essa ação pode pesar na conta de luz. "Se você abrir e fechar [a geladeira] muitas vezes, mudando esses fatores internos de temperatura, o motor da geladeira vai acionar mais vezes e, consequentemente, vai consumir mais energia", diz.

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Por isso, de acordo com Clauber, o ideal é manter uma relação consciente com a geladeira, abrindo-a apenas quando necessário. Desse modo, para quem deseja economia, aquela clássica história de passar vários minutos com a porta aberta, apenas encarando o interior do eletrodoméstico, também deve ser deixada de lado.

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Além disso, o especialista também atenta para as condições da geladeira. Isso porque, caso a borracha da porta esteja com problemas, o eletrodoméstico nunca fechará realmente - o que, consequentemente, causará um consumo ainda maior de luz. Desse modo, é importante prestar atenção ao estado em que estão as peças do aparelho.

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Clauber Leite lembrou ainda do termostato, que deve ser ajustado de acordo com as condições climáticas de onde moramos. Assim, em dias mais frios, por exemplo, a geladeira pode funcionar a temperaturas mais altas - o que ajuda bastante na economia do final do mês.

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2. Chuveiro elétrico

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Seguindo a mesma lógica da geladeira, o chuveiro elétrico é outro "inimigo" da conta de luz. O motivo é simples: para aquecer a água, o aparelho também precisa converter energia em calor. Como o processo é custoso para o dispositivo, seu consumo energético acaba sendo alto também.

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Chuveiros elétricos costumam ter potências mais altas do que geladeiras, mantendo-se na casa dos 3500W. Desse modo, se utilizado durante uma hora por dia ao longo do período de um mês, esse dispositivo pode gastar em média 105 kWh - ou seja, teria um impacto de cerca de R$ 90 na conta de luz. De acordo com a potência do chuveiro e com a temperatura utilizada, é possível que esse valor aumente ou diminua.

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Segundo indicado pelo especialista Clauber Leite o ideal para manter a conta de luz a preços acessíveis é evitar banhos longos, que duram mais de 20 minutos. Isso porque, como explicado anteriormente, quanto mais prolongado for o período de uso, mais energia o dispositivo consome.

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Além disso, de acordo com o especialista, como boa parte do consumo energético provém da conversão em calor, ajustar o termostato dos chuveiros elétricos já pode ajudar bastante na conta. Desse modo, em dias mais quentes, em que é possível tomar banhos mais frios, mantenha seu dispositivo funcionando em temperaturas mais baixas.

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3. Ar-condicionado

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Muito utilizado durante o verão, o ar-condicionado também pode pesar bastante na conta de luz. Como o chuveiro elétrico e a geladeira, esse dispositivo também pesa pelo seu funcionamento: para transformar o ar quente em gelado, precisa converter energia em calor.

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O consumo energético do seu ar-condicionado vai depender da potência dele. Por isso é importante ficar de olho nos BTUs de cada modelo, já que eles indicam quanto de energia o aparelho precisará para funcionar.

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Um ar-condicionado simples de 9.000 BTUs, por exemplo, costuma ter potência de 1000W. Caso seja utilizado por cinco horas diárias durante o período de um mês, esse dispositivo consumiria cerca de 105 kWh - ou seja, adicionaria à conta de luz por volta de R$ 90. Quando somado aos demais valores consumidos, essa quantia pode pesar.

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Hoje em dia, há modelos de ar-condicionado com tecnologias que ajudam a manter um consumo mais equilibrado, como o Inverter e o Dual Inverter, por exemplo. Porque têm motor em funcionamento contínuo, essas versões conseguem condicionar o ar utilizando menos energia. Embora sejam uma opção interessante, que pode gerar economia de até 70%, aparelhos desse tipo costumam ser mais caros.

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De acordo com Clauber Leite, o ideal, portanto, seria fazer um uso consciente desse dispositivo. Não deixá-lo ligado durante muitas horas por dia, por exemplo, já é uma maneira de evitar que seu consumo pese na conta de luz. Além disso, buscar no mercado opções mais econômicas no consumo energético também é uma alternativa interessante.

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4. Eletrônicos e iluminação

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Iluminação e dispositivos eletrônicos, como computadores, TVs e videogames, também podem ter impacto negativo na conta de luz. Isso porque, embora tenha consumo individual baixo, esse tipo de aparelho costuma ficar em stand by - ou seja, funcionando a todo momento. Desse modo, caso estejam presentes em grandes quantidades em uma residência, podem acabar consumindo bastante energia.

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A potência de um computador varia de acordo com as capacidades internas de cada CPU. Desse modo, um PC mais potente, com placa de vídeo dedicada, por exemplo, tende a consumir mais energia.

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Computadores costumam ter consumo energético maior do que laptops, mantendo a média de 300 W de potência. Se utilizado por oito horas diárias durante um mês, um PC com essas configurações pode gerar o custo de R$ 61 na conta de luz. Notebooks, por sua vez, porque têm potências menores (na casa dos 35 W) e utilizam baterias, gastam em média R$ 35 quando usados pelo mesmo período de tempo.

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