Papa Leão XIV reconhece diácono gaúcho como Venerável

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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Na manhã desta sexta-feira, 20, o papa Leão XIV autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas do diácono João Luiz Pozzobon, pertencente à Arquidiocese de Santa Maria (RS). O ato oficializa a declaração de Venerável, marco relevante no processo de beatificação e canonização do religioso gaúcho.

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De acordo com comunicado, “com essa promulgação, a Igreja declara Pozzobon Venerável, reconhecendo oficialmente que viveu de modo exemplar as virtudes cristãs em grau heroico”, diz.

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Paralelamente, o presumível milagre atribuído à intercessão de Pozzobon está em análise no Vaticano. O caso, ocorrido na Arquidiocese de Santa Maria, passou pela investigação por peritos locais. Em fevereiro deste ano, a documentação foi enviada a Roma, onde o processo é avaliado por especialistas e cardeais da Congregação para as Causas dos Santos.

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A eventual aprovação do milagre permitirá o agendamento da beatificação, cuja cerimônia está prevista para ocorrer na Arquidiocese de Santa Maria. O anúncio coincide com as celebrações pela memória do diácono, que faleceu em 27 de junho de 1985. A proximidade do aniversário de 40 anos de seu falecimento mobiliza devotos em diferentes partes do mundo.

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Conheça a história de João Luiz Pozzobon

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Pozzobon nasceu em 1904, no então distrito de Ribeirão, atual São João do Polêsine (RS), neto de imigrantes italianos. Criado em uma família de agricultores e com forte vivência católica, casou-se aos 23 anos com Theresa, com quem teve dois filhos. Com o falecimento de Theresa, vítima de tuberculose, Pozzobon casou-se com Vitória, com quem teve outros cinco filhos.

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Em Santa Maria, manteve vínculos com a Paróquia Nossa Senhora das Dores e com o Santuário de Schoenstatt. Sua ligação com esse movimento mariano começou em 1950, ao receber da Irmã Terezinha Gobbo a imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

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O gesto marcou o começo da Campanha da Mãe Peregrina, que ele próprio descreveu como uma missão confiada pela Providência. “A bondade e a misericórdia de Deus e da Virgem Mãe e Rainha me confiaram uma grandiosa missão evangelizadora: a Campanha do Santo Terço”, relatou. “Entendi a missão e, por ela, fiz minha entrega total.”

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Durante 35 anos, Pozzobon percorreu aproximadamente 140 mil quilômetros, a pé, com a imagem de Nossa Senhora apoiada sobre o ombro direito, segundo registros de seu diário. Visitou famílias, escolas, hospitais, presídios e comunidades no campo e na cidade.

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Ao longo de sua caminhada, desenvolveu a estrutura atual da Campanha da Mãe Peregrina, que hoje está presente em cerca de 100 países, com aproximadamente 200 mil imagens peregrinas que circulam entre as famílias.

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O diácono também se destacou pela ação social. Criou a Vila Nobre da Caridade, conjunto de 14 casas para pessoas em situação de pobreza, além de uma capela que servia como escola e centro comunitário. Com apoio da comunidade, outras duas capelas e uma escola foram construídas em vilas carentes. Na zona rural, estabeleceu mais de 40 ermidas como pontos de oração comunitária.

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Vida de diácono deu novo fôlego ao gaúcho

Em 1972, Pozzobon foi ordenado diácono permanente, com o objetivo de ampliar sua atuação pastoral, especialmente em locais com pouco acesso aos sacramentos. Em seu testemunho, afirmou: “Minha ordenação foi como uma flor que se abriu, uma grande alegria que se estendeu a todos os amigos”, confessou. “Senti-me penetrado, totalmente, pelo espírito da Santa Igreja.”

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Seu zelo pastoral e obediência à hierarquia são reconhecidos em cartas e testemunhos. Dom Ivo Lorscheiter, bispo de Santa Maria à época, escreveu que “sua oração diária é um verdadeiro louvor em nossa Igreja diocesana, e seu trabalho pastoral é digno de nossa comovida homenagem.”

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Pozzobon faleceu em 27 de junho de 1985, atropelado por um caminhão enquanto se dirigia ao Santuário de Schoenstatt, sob forte nevoeiro. Segundo relato preservado, ele costumava dizer: “Se um dia me encontrarem morto no caminho, saibam que morri de alegria!”

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O processo de beatificação foi aberto em 12 de dezembro de 1994, por Lorscheiter. Desde então, a causa é conduzida conforme os trâmites exigidos pela Santa Sé. A promulgação do decreto de Venerável representa um avanço concreto rumo à possível canonização de Pozzobon, que, se confirmada, o tornará o primeiro santo do Rio Grande do Sul.

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