Paulinho da Força diz ter recebido mensagem de quem queria ‘tanto matar quanto salvar’ Bolsonaro

[Editada por: Marcelo Negreiros]

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Crédito: Pedro Kirilos, Fabio Vieira, Vinícius Valfré

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BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), relator do projeto de anistia na Câmara, disse que tem recebido “muito apoio” nas ruas para a ideia da redução de penas aos condenados do 8 de Janeiro de 2023, incluindo nessa lista o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas nem sempre foi assim.

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“Hoje mesmo uns pastores até me deram bênção, na porta de um restaurante da Vila Mariana, quando eu estava chegando. Eu não sei rezar e gostei muito daquele culto”, contou o deputado, conhecido como Paulinho da Força. “No aeroporto, muitos também me procuraram para dizer que estou certo”.

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Desde que foi anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como relator do polêmico projeto da anistia, Paulinho avisou que a proposta não seria mais para indulto aos condenados, pois não iria afrontar o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Quando disse que o perdão total ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não estaria sob análise, o deputado passou a receber pressões de todos os lados.

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“Entre quinta e sexta-feira, eu estava recebendo mais ou menos mil mensagens: umas querendo matar o Bolsonaro; outras querendo salvar, soltar”, descreveu ele ao Estadão. “Sábado diminuiu bem, para 200. Ontem para dez e hoje, nenhuma. Pelo contrário: recebi muito apoio nas ruas”.

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O projeto que Paulinho da Força começará a discutir com líderes de bancadas na Câmara, a partir desta terça-feira, 23, é para alterar a Lei de Execução Penal. Com isso, alguns crimes passariam a ser encarados como delitos de multidão, com penas menores, desde que os condenados não tivessem planejado ou financiado os ataques.

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Não é o caso de Bolsonaro, que recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão e foi considerado pelo STF como líder de uma organização criminosa. Mesmo assim, ele poderia ser beneficiado com a mudança de outros tipos penais para não acumular punições por crimes como tentativa de golpe e abolição violenta do estado democrático de direito.

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Nova ofensiva dos EUA afeta negociações

Na avaliação de Paulinho da Força, as manifestações deste domingo no País contra a anistia e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem não interferiram no seu trabalho. Ele observou, porém, que as novas sanções dos Estados Unidos, agora à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, podem atrapalhar o andamento das negociações.

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Foi a primeira retaliação dos Estados Unidos após Bolsonaro receber a sentença da Corte e ocorreu justamente na véspera de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrir a 80.ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Os EUA também cancelaram o visto americano do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e de outras seis autoridades brasileiras.

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Paulinho da Força tem um bom relacionamento com ministros do STF, especialmente com Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, todos também punidos pelos EUA em julho.

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As mensagens mais agressivas a Paulinho, que preside o Solidariedade, aumentaram justamente depois que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lhe dirigiu ameaças. Dos Estados Unidos, o filho do ex-presidente classificou a tentativa de acordo para substituir a anistia ampla por redução de penas como algo “indecoroso e infame” e disse que o colega também poderia sofrer sanções.

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“Um conselho de amigo, muito cuidado para você não acabar sendo visto como um colaborador do regime de exceção. Alguém que foi posto pelo Moraes para enterrar a anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Eduardo. “Pois, assim como está expresso na lei, todo colaborador de um sancionado por violações de direitos humanos é passível das mesmas sanções”, completou.

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O que eu quero dizer para ele (Eduardo Bolsonaro) é que estou trabalhando para ajudar o País a sair dessa divisão em que se encontra. E, à medida que ajudo o Brasil a sair do radicalismo, ajudo todos

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Paulo Pereira da Silva, deputado e relator do projeto da anistia

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Apesar da ameaça, o relator do projeto não quis reagir. “A gente tem que entender que Eduardo está passando por um momento difícil, com o pai doente e em prisão domiciliar”, argumentou Paulinho da Força. “Mas o que eu quero dizer para ele é que estou trabalhando para ajudar o País a sair dessa divisão em que se encontra. E, à medida que ajudo o Brasil a sair do radicalismo, ajudo todos.”

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A expectativa do deputado era apresentar o novo projeto nesta terça-feira para que o texto pudesse ser votado no dia seguinte pelo plenário da Câmara.

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Diante das novas sanções dos Estados Unidos, no entanto, ele admite que esse calendário poderá sofrer atraso. “Mas estou convencido de que essa proposta que estamos fazendo é a melhor para pacificar o País. E vou convencer nossos colegas parlamentares disso”, afirmou.

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[Por: Estadão Conteúdo]Source link

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