PF sugere ao STF inclusão de Cid no programa de proteção à testemunha

A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que inclua o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, e parentes no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas.

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Em documento encaminhado ao relator da ação penal que julga acusados de participarem de uma trama golpista, a corporação diz que a inclusão é “ação indispensável à preservação da integridade física do réu e de seus familiares”

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Cid fechou acordo de delação premiada no processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. Cid recebeu pena de 2 anos e, como o processo dele já transitou em julgado, Moraes determinou o início do cumprimento.

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Na ação, a defesa do tenente-coronel pediu a extinção da punibilidade da pena do cliente, condenado a dois anos de prisão devido à trama golpista. O pedido foi peticionado em audiência realizada em 3 de novembro, na sede do STF, em Brasília.

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8 imagensA expectativa é de que Mauro Cid comece agora a cumprir a pena de dois anos, determinada em razão da participação na trama golpistaMauro Cid deixa audiência no STF sem tornozeleira eletrônicaBolsonaro e seu ajudante de ordens à época do governoMauro Cid na CPMI do 8 de JaneiroMauro Cid e o advogado César Bittencourt durante julgamento no STFFechar modal.1 de 8

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Jair Bolsonaro e Mauro Cid

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Ao fim da audiência, a tornozeleira eletrônica de Cid foi retirada após tê-la usado por quase dois anos. Durante a audiência, a defesa pediu esclarecimentos acerca do eventual retorno de Mauro Cid às atividades no Exército Brasileiro. Cid fez o pedido para ir para a reserva da Força Armada.

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O militar foi julgado em 11 de setembro, com Bolsonaro e outros aliados, no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. Diferentemente de Bolsonaro e de outros condenados, Cid recebeu pena mais branda por ter firmado um acordo de delação premiada.

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Trama golpista

Cid assumiu papel central nas investigações. Foi a partir do conteúdo encontrado em seu celular que a Polícia Federal localizou a chamada “minuta do golpe”, documento que deu origem às apurações.

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O plano, batizado de “Copa 2022”, previa a intervenção no resultado das eleições presidenciais daquele ano, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manter Bolsonaro no poder.

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