Presidente Bolsonaro ironiza desistência ex-governador PSDB

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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MARIANNA HOLANDABRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou, nesta segunda-feira (23), a desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

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“Comunico que estou abrindo mão da disputa do cinturão dos pesos médios no UFC. Boa tarde a todos!”, disse o chefe do Executivo no Twitter. Para o presidente, o tucano não representava uma candidatura competitiva, assim como ele nunca disputou UFC.

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Em seguida, publicou investimentos do governo federal em esporte e no acesso a água.

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Adversário de Bolsonaro e um dos principais alvos de sua militância digital, Doria abriu mão da candidatura, cedendo a pressões da cúpula de seu partido. O PSDB quer apoiar a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e consolidar uma candidatura única da chamada terceira via.

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Bolsonaro está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No último levantamento do Ipespe, o tucano pontuou 4%, e Tebet, 2% -a pesquisa foi financiado pela XP.

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Aliados do presidente passaram a tarde compartilhando vídeos e fazendo publicações em tom de deboche a respeito da desistência de Doria.

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Assessor especial do presidente, Tenente Mosart disse que “o calça pediu arrego, desistiu”.

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Bolsonaristas chamam o ex-governador de “calça apertada”, de forma depreciativa.

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Já Tércio Arnaud Tomaz, também assessor presidencial e pré-candidato a suplente de senador na Paraíba, fez troça com a expressão usada pelo próprio ex-governador.

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“Pessoal, com o coração ferido e alma leve venho aqui dizer que desisti de jogar futebol pelo Real Madrid”, disse Tércio, integrante do chamado “gabinete do ódio”.

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Ao abrir mão de concorrer ao cargo, Doria disse em seu discurso:

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“Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve. Saio com sentimento de gratidão e a certeza de que tudo o que fiz foi em benefício de um ideal coletivo, em favor dos paulistanos, dos paulistas e dos brasileiros”.

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Eleito com o voto alinhado ao do presidente em São Paulo, o “BolsoDoria”, o ex-governador travou duros embates com ele enquanto esteve no cargo. Em especial, durante a pandemia.

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O Instituto Butantan, por meio do governo de São Paulo, produziu a vacina contra a Covid-19 Coronavac.

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Por determinação do presidente, que é crítico da vacinação, o Ministério da Saúde recuou da compra dos imunizantes num primeiro momento.

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Doria aplicou a primeira dose de vacina contra o coronavírus no Brasil, em 17 de janeiro de 2021.

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