A recente prisão de Nicolás Maduro, embora não formalmente ligada às denúncias de fraudes eleitorais e violações de direitos humanos na Venezuela, como a perseguição a opositores e a diáspora de milhões de venezuelanos, tem um significado profundo para o Brasil. A ação se concentrou na acusação de **narcoterrorismo**, desmantelando o **Cartel de Los Soles**, uma organização criminosa transnacional que utilizava o aparato estatal venezuelano para facilitar o tráfico de drogas.
Essa organização, com vínculos históricos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), teria movimentado mais de 250 toneladas de cocaína apenas em 2004, utilizando rotas pelo Caribe e América Central. A atuação do Cartel de Los Soles não se limitava ao refino e transporte de drogas, mas também envolvia o fornecimento de **conhecimento técnico e paramilitar** a outros cartéis locais, fortalecendo o crime organizado em toda a América do Sul.
O Brasil, por não ser um grande produtor ou refinador de drogas, acaba sendo **abastecido pelo tráfico internacional**. Em troca da logística para exportar entorpecentes através de portos atlânticos, grupos criminosos locais recebem dinheiro e armamento, alimentando um ciclo contínuo de criminalidade. A desmobilização de organizações como o Cartel de Los Soles representa, portanto, um **enfraquecimento temporário, mas significativo**, dos movimentos criminosos que atuam em nosso território.
O senador Hamilton Mourão, em artigo, destaca que a abordagem contra Maduro não se tratou de uma ação contra um país, mas sim contra uma organização criminosa. Ele ressalta que a estrutura de poder venezuelana foi mantida, com a vice-presidente Delcy Rodríguez assumindo o cargo máximo, e que o ex-ditador terá direito à ampla defesa e a justo julgamento. Acredita-se que o desmantelamento da **inteligência das organizações criminosas** é a forma mais efetiva de combatê-las.
Diante desse cenário, o senador apresentou propostas para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. O Projeto de Lei nº 5.582/2025, que cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, visa fortalecer a fiscalização em áreas de fronteira, portos, aeroportos e rodovias, além de aumentar as penas para criminosos. Outra iniciativa, o Projeto de Lei nº 3.369/2025, propõe que os valores obtidos com a venda de bens apreendidos de organizações criminosas sejam destinados diretamente ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
Adicionalmente, o Projeto de Lei nº 3.148/2025, de autoria do senador, propõe o aumento da pena para quem promove, constitui, financia ou integra organização criminosa, elevando a reclusão de 3 a 8 anos para 6 a 16 anos. O apoio à ação americana contra o Cartel de Los Soles se justifica pela necessidade de **combater o tráfico internacional em todas as suas esferas**, impedindo que tais organizações alcancem todos os lares brasileiros e causem mais sofrimento, como o vivenciado pelas famílias venezuelanas que buscam refúgio no Brasil, especialmente em Roraima.
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