Familiares e amigos de José Valdir de Melo e seu filho, Jaílson Pereira da Silva Melo, realizaram um protesto na BR-104, entre Campina Grande e Queimadas, cobrando justiça e agilidade nas investigações do acidente que tirou a vida dos dois. A tragédia, ocorrida em 22 de novembro, ganhou contornos ainda mais dolorosos pelo fato de Jaílson, de 27 anos, ir se casar no mesmo dia da colisão.
Francisco Melo, irmão de José Valdir, expressou o sentimento de profunda injustiça. "Essa sensação de injustiça, de impunidade, vai aumentando ao passar do tempo, quando a gente não tem as respostas que precisa. Tudo precisa ser esclarecido. Não foi um acidente de trânsito, foi um homicídio. A gente precisa do apoio para que isso não fique impune", declarou. A família considera o ocorrido um crime e não um simples acidente, exigindo que o caso seja tratado com a devida seriedade pelas autoridades.
Vandeilson Melo, outro filho de José Valdir e irmão de Jaílson, também se juntou ao clamor por justiça. "O que a gente quer é resposta das autoridades, para esse crime não ficar impune jamais. Ninguém acredita na conversa dele [suspeito], que se investigue mais, tem muitas pontas soltas. A gente quer justiça", afirmou, demonstrando a insatisfação com o andamento das apurações.
O acidente aconteceu na manhã de 22 de novembro, quando um carro em alta velocidade teria prensado a motocicleta onde estavam pai e filho. Testemunhas relataram que Jaílson havia saído para buscar salgados para sua festa de casamento e voltava para casa quando o trágico evento ocorreu. O motorista responsável pela colisão fugiu do local sem prestar socorro, aumentando a revolta dos familiares.
José Júnior, padrinho do casamento e companheiro de Jaílson em um trio de forró, descreveu o choque ao receber a notícia. "Quem me ligou foi o irmão dele, e eu achei muito estranho, porque ele nunca me ligava. Atendi na hora e ele disse: 'aconteceu uma tragédia'. Eu fiquei sem acreditar, logo hoje!", contou, evidenciando a dimensão da perda no dia que deveria ser de celebração.
Um idoso de 75 anos, apontado como o condutor do veículo que provocou o acidente, se apresentou à Polícia Civil em 25 de novembro. Ele alegou ter passado mal e não se recordar do momento exato da colisão, apenas que perdeu o controle do carro. O suspeito afirmou que levava duas pessoas no veículo e que, após o acidente, recebeu carona e foi atendido em um posto de saúde, onde foi diagnosticado com um princípio de infarto. Ele apresentou um eletrocardiograma, que passará por perícia.
A delegada Suelane Guimarães informou que o depoimento do suspeito será cruzado com o de testemunhas. Duas perícias, uma da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e outra do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), estão sendo aguardadas para determinar a causa do acidente. O suspeito foi liberado e responderá em liberdade inicialmente. A Polícia Civil confirmou que as investigações continuam, mas ainda não há novidades sobre o caso.
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