PT apresenta novo projeto contra supersalários e reforça estratégia de Lula para 2026

[Editada por: Marcelo Negreiros]

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O PT apresentará nesta semana na Câmara um novo projeto de lei para combater os supersalários no serviço público. A proposta, obtida com exclusividade pela Coluna do Estadão, limita os “penduricalhos” que empurram a remuneração de servidores para valores muito acima do teto constitucional.

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O objetivo é reforçar o discurso de “justiça fiscal”, “combate a privilégios” e “pobres contra ricos” adotado pelo governo Lula como estratégia para tentar recuperar popularidade, com foco nas eleições de 2026.

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Um projeto de 2021 que regulamenta os supersalários tramita no Senado, mas relatório divulgado no mês passado pela Transparência Brasil concluiu que o texto, da forma como está, turbina ao invés de reduzir gastos com remunerações acima do teto no Judiciário. Com a proposta cercada de polêmicas, o PT quer aproveitar para puxar para si o protagonismo da discussão.

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“O novo texto se justifica porque o projeto que está no Senado Federal, ao contrário do que se pretende, diante das exceções previstas, pode agravar as injustiças atuais”, afirmam os petistas.

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O projeto, assinado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), limita a oito casos as verbas classificadas como indenizatórias, que se tornam “penduricalhos” ao ficarem de fora do teto salarial definido pela Constituição - que corresponde ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Na proposta do Senado, a Transparência Brasil identificou 32 exceções.

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O que tem de diferente na proposta do PT

O projeto do PT cita como indenizatórias as seguintes verbas, quando definidas em lei: terço constitucional de férias, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, diárias, ajuda de custo para mudança, auxílio-transporte, auxílio-invalidez e auxílio-fardamento. “É vedada a exclusão de verbas ou parcelas da base de cálculo do limite remuneratório que não estejam citadas neste artigo”, diz a proposta.

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O texto estabelece que os tetos salariais não sejam ultrapassados mesmo nos casos de acúmulo de cargos, aposentadorias ou outras fontes de vencimento pagas com recursos públicos. O limite para servidores federais é a remuneração dos ministros do STF; para os estaduais, o teto é a remuneração de governadores e deputados estaduais ou distritais; e nos municípios, de prefeitos.

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“O projeto visa consolidar todas as formas de vencimentos — subsídios, proventos, pensões, bônus, gratificações e vantagens de qualquer natureza — no cálculo do teto”, diz a justificativa.

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A proposta ainda determina a criação de um “Portal Nacional de Remunerações”, espécie de base unificada de dados públicos sobre salários, pensões e proventos de servidores, e realização de auditorias anuais pelos tribunais de contas.

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Nova estratégia do governo para melhorar popularidade de Lula

Como mostrou a colunista Vera Rosa, Lula pediu para o para PT traduzir o “nós contra eles” adotado como discurso pelo governo. A ideia é fazer a ligação direta entre o discurso de combate aos privilégios e a vida real.

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O primeiro round jogou os holofotes sobre o conceito de justiça tributária, na esteira do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), rejeitado pelo Congresso. Agora, farão parte da estratégia a reforma da renda e a limitação dos supersalários no funcionalismo público.

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Veja a íntegra do projeto de lei que será apresentado pelo PT

[Por: Estadão Conteúdo]Source link

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