Quem é o general que admitiu autoria de plano para matar Lula

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O general da reserva Mário Fernandes admitiu ser o autor de um plano para sequestrar e assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele alega que o plano era apenas um “pensamento digitalizado”, que não foi compartilhado com outras pessoas.

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Ao ser interrogado na Primeira Turma do STF, Fernandes afirmou que o planejamento detalhado – que incluía uma lista de armamentos pesados e a possibilidade de envenenamento de Lula – foi feito por “costume” em razão dos mais de 40 anos como militar do Exército.

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“Esse arquivo digital nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado — um compilado de dados, um estudo de situação, uma análise de riscos que eu fiz e, por costume próprio, resolvi inadvertidamente digitalizar. Não foi apresentado a ninguém esse pensamento digitalizado e não foi compartilhado com ninguém”, disse ao ser questionado pelo juiz auxiliar Rafael Rocha, que atua no gabinete de Moraes, nesta quinta-feira (24).

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Fernandes começou sua carreira na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em 1983. Como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele também é paraquedista. Em 2016, ele foi promovido a general de brigada. Dois anos depois, assumiu o Comando de Operações Especiais, onde atuam os chamados “kids pretos”.

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Em 2020, ele passou para a reserva do Exército e foi nomeado secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência. Na ocasião, ele era o “número 2” do ministro Luiz Eduardo Ramos e chegou a comandar a pasta interinamente. Ele também assessorou o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL-RJ), que atualmente é deputado federal, entre março de 2023 e março de 2024.

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Fernandes foi demitido do PL semanas depois da Operação Tempus Veritatis. Na ocasião, Pazuello informou, através de uma nota, que Fernandes trabalhou em seu gabinete até o dia 4 de março de 2024 "quando foi identificado seu impedimento para exercer cargo público".

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Plano de Mario Fernardes previa uso de armamento pesado e envenenamento

A Polícia Federal o descreveu como um dos nomes "mais radicais" na investigação da suposta trama golpista. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apontou Fernandes como um "militar radical que teria proposto de forma incisiva a realização de golpe de estado".

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O general foi preso durante a Operação Contragolpe, deflagrada no dia 19 de novembro de 2024, após a descoberta do planejamento operacional denominado “Punhal Verde e Amarelo”. A ação “seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos”.

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“Não passa de um pensamento digitalizado. Hoje eu me arrependo de ter digitalizado isso, mas o mais importante: não passa de um compilado de dados, a visão de um militar, que não foi compartilhado com ninguém”, reiterou o militar durante o interrogatório.

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O relatório da investigação descreve que seriam utilizados armamentos pesados e envenenamento nos assassinatos. Fernandes teria, inclusive, feito uma lista de armamentos que seriam empregados, incluindo pistolas, fuzis, uma metralhadora M249, um lança-granada 40mm e um lança-rojão AT4, descritos como "armamentos de guerra comumente utilizados por grupos de combate".

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A operação teria um custo estimado de R$ 100 mil e seria conduzida por seis pessoas em Brasília. A possibilidade de envenenamento de Lula com "químicos para causar um colapso orgânico" foi cogitada, considerando a saúde do presidente.

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O ministro seria executado com o uso de artefato explosivo e por envenenamento em evento oficial público, com "danos colaterais passíveis e aceitáveis" à sua equipe de segurança. Para viabilizar a ação, a rotina de Moraes foi monitorada entre 21 e 24 de novembro.

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“Claramente para os investigados a morte não só do ministro, mas também de toda a equipe de segurança e até mesmo dos militares envolvidos na ação era admissível para cumprimento da missão de ‘neutralizar’ o denominado ‘centro de gravidade’, que seria um fator de obstáculo à consumação do golpe de Estado”, diz o relatório da PF.

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Segundo as investigações, o general teria pressionado o então comandante do Exército, general Freire Gomes, entre março e dezembro de 2022, a aderir ao suposto plano para impedir a posse de Lula e Alckmin.

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“Então, tem que ser antes. Tem que acontecer antes. Como nós queremos. Dentro de um estado de normalidade. Mas é muito melhor assumir um pequeno risco de conturbar o País pensando assim, pra que aconteça antes, do que assumir um risco muito maior da conturbação no ‘the day after’, né? Quando a fotografia lá for de quem a fraude determinar”, disse Fernandes, segundo a transcrição da PF.

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[Gazeta do Povo]Source link

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