[Editado por: Marcelo Negreiros]
Alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mantém uma rede de aliados na política brasileira, que inclui até apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Parte desses contatos vem principalmente dos tempos em que Moraes era secretário em administrações paulistas e filiado ao PSDB. A parcela mais relevante, porém, foi construída depois da sua chegada ao Supremo. Ela inclui vínculos com o presidente Lula da Silva (PT) e a cúpula do Congresso, diz reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
Esses vínculos garantem ao ministro influência sobre decisões políticas. Da mesma forma, lhe dá apoio para emplacar aliados em espaços estratégicos, bem como proteção contra adversários. A resistência do Congresso aos sucessivos pedidos de impeachment contra ele ilustra o cenário.
Duas de suas relações mais próximas, diz o jornal, surgiram em meio a esses ataques. Moraes janta quase semanalmente em Brasília com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
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A decisão de pautar o impeachment de um ministro do STF cabe ao presidente do Senado. A oposição voltou a pressionar pelo afastamento de Moraes depois dele determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro, mediante apoio público de 41 senadores. Alcolumbre, porém, descartou qualquer iniciativa e afirmou que não dará aval, mesmo se os demais 80 senadores assinarem o pedido.
A afinidade com Pacheco se consolidou durante a presidência do Tribunal Superior Eleitoral por Moraes e a presidência do Senado por Pacheco. Nesse período, o então presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro questionava a confiabilidade nas urnas eletrônicas. Os dois se alinharam contra Bolsonaro sob o argumento de defender o sistema eleitoral.
O senador acompanhou pessoalmente a apuração na Justiça Eleitoral, gesto que rendeu homenagens de Moraes. O ministro também organizou um jantar em sua casa para celebrar os quatro anos de gestão de Pacheco no Senado e promoveu honrarias ao mineiro no meio jurídico.
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