"Em ano eleitoral, qual a disposição que a classe política vai ter de flexibilizar o texto para que ele possa ter condições de avançar? É melhor flexibilizar e aprovar algo, ou a gente guarda fôlego para aprovar em 2027? É o dilema que a gente vai ter", afirmou o parlamentar.
Apesar da percepção de impopularidade, o relator destaca que a **maioria dos servidores públicos** possui remuneração modesta. Segundo dados, enquanto aproximadamente 6,2 milhões de servidores recebem até R$ 3.391, apenas 0,06% usufrui de supersalários, com rendimentos acima de R$ 46,3 mil. Contudo, o **impacto orçamentário** dessas despesas com supersalários alcança R$ 11,1 bilhões. Pedro Paulo ressalta que pesquisas indicam um **amplo apoio da sociedade** à reforma, em torno de 70%, e que a impopularidade se restringe a um grupo seleto no topo do funcionalismo.
"Impopular pra quem, né? Como a reforma mexe com determinados núcleos de interesse, acaba criando um bloqueio, mas as pesquisas mostram que a **insatisfação da população com o Estado é gigante**", pontuou.
Entre os principais pontos da **reforma administrativa** em discussão estão a proibição de férias superiores a 30 dias anuais, o fim das licenças-prêmios por assiduidade, a vedação de pagamentos retroativos, a alteração na progressão de carreira baseada em tempo de serviço e a restrição de indenizações, incluindo aquelas que não sejam aprovadas pelo Poder Legislativo. Pedro Paulo expressou otimismo quanto à **boa vontade do presidente da Câmara, Arthur Lira**, em pautar a proposta, que tem potencial para ir diretamente ao plenário, sem passar por comissões, embora enfrente resistência entre alguns deputados.
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