Escrito por Jacqueline Patrocinio
Os jornalistas Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo, da TV Globo, participaram do painel “Reportagem com Câmera Escondida”. Para preservar seu trabalho, Faustini mantém a identidade oculta e Azevedo muitas vezes é o rosto de suas investigações. A parceria da dupla pode ser vista em várias matérias.
“Costumo dizer que é o último recurso que utilizamos”, avaliou Faustini. Segundo o repórter, a câmera não foi feita para TV e é extremamente difícil controla-la. “Você não sabe quando está gravando, de que forma está ficando”. Para não ser descoberto durante as investigações, é preciso ter domínio do equipamento e do próprio corpo. “Não posso suar ou tremer. Eu estou vivendo aquele mundo e preciso incorporar. Prefiro atrair a pessoa para um local em que eu tenha total controle”, descreveu.
Durante o encontro foi exibida a reportagem sobre denúncias de abuso sexual de um médico ortopedista que atendia pacientes em um Posto de Atendimento Médico (PAM), da Zona Norte do Rio de Janeiro. Questionado sobre como lidar com os desdobramentos judiciais das denúncias, Azevedo disse que é preciso ter consciência do trabalho. “Nós estamos fazendo jornalismo, não Justiça”.
Os jornalistas acreditam que o jornalismo investigativo mudou após o caso Tim Lopes, em 2002. “Era um jornalismo prático, nas sombras. Depois, ganhou muito mais visibilidade”, afirmou Faustini.
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