Os estudantes das universidades públicas da Paraíba pagam valores diferentes pelas refeições nos Restaurantes Universitários (RUs) e também podem ter gratuidade parcial ou total.
O custo das refeições varia de acordo com a universidade, o campus e a situação socioeconômica do aluno.
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Nesta reportagem, o Jornal da Paraíba reuniu informações sobre:
Os dados foram fornecidos pelas próprias instituições em agosto de 2025.
O acesso gratuito é oferecido por edital. Podem se inscrever alunos regularmente matriculados em cursos presenciais, incluindo técnicos integrados ao médio, subsequentes e superiores, que se enquadrem no Índice de Vulnerabilidade Social.
O número médio de refeições servidas por dia, aos alunos com o recurso da assistência estudantil, é de 800 (600 almoços e 200 jantares).
Segundo o Instituto, o cardápio do RU é definido conforme contrato com a empresa fornecedora, cobrindo almoço e jantar.
Há ajustes previstos para intolerâncias e doenças específicas. Sobre alimentação vegetariana, o campus não possui preparo específico previsto em contrato, mas adaptações são feitas retirando a carne de algumas preparações, garantindo aos estudantes a opção de consumir arroz, feijão, vegetais e outros itens.
A UFPB possui RU nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeiras e Rio Tinto.
Valores das refeições para estudantes sem assistência:
Servidores, professores, terceirizados, visitantes sem auxílio também pagam essa média de valor.
Valores das refeições para estudantes assistidos parcialmente:
Atualmente, 5.744 estudantes têm gratuidade total. O benefício é concedido aos alunos que comprovam renda familiar bruta per capita de até um salário mínimo, mediante edital semestral.
A universidade serve, em média, 5.700 refeições diariamente.
Os cardápios são elaborados por nutricionistas das empresas contratadas e aprovados pela equipe técnica da UFPB, garantindo alimentação adequada e respeitando a cultura alimentar regional.
A UFCG adotou modelo de cessão onerosa desde 2024, ou seja, passou a cobrar parte do valor das refeições para estudantes que não têm direito à gratuidade total.
Valores para estudantes sem gratuidade total:
Servidores e comunidade externa pagam entre R$ 9 e R$ 11, respectivamente.
Segundo a universidade, os campi de Cuité, Pombal, Sousa e Cajazeiras ainda passam por processos de licitação. Enquanto isso, os alunos que atendem aos critérios da Assistência Estudantil recebem auxílio de R$ 350.
Cerca de 1.400 estudantes têm gratuidade total. Para ter acesso, é necessário comprovar vulnerabilidade socioeconômica, estar matriculado em cursos presenciais com número mínimo de disciplinas e participar de edital semestral.
A média de refeições servidas é de 3.600 por dia.
O cardápio mensal é elaborado por nutricionistas e inclui duas opções de carne, uma vegana, uma vegetariana, saladas, guarnição, suco e sobremesa.
Pós-graduação segue a mesma regra de gratuidade parcial. Servidores e comunidade externa pagam integralmente,
Cerca de 400 estudantes têm gratuidade total e 800 têm gratuidade parcial. O processo é por edital, baseado em índice de vulnerabilidade socioeconômica.
O cardápio é elaborado por nutricionistas, considerando nutrição, segurança alimentar e controle microbiológico.
Segundo a pró-reitora estudantil da instituição, Núbia Nascimento, a universidade não contabiliza a média de refeições servidas, apenas acompanha o número de estudantes beneficiados.
Para entender o impacto financeiro, calculamos quanto um estudante pagaria se consumisse uma refeição por dia, todos os dias do mês, sem qualquer benefício, nos principais campis dessas instituições.
[Jornal da Paraiba]Jornal da Paraíba
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