Seis cocôs por hora: como esta ave marinha fertiliza o oceano sem nem pousar

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Imagine que você prende uma microcâmera na barriga de uma ave marinha para estudar como ela decola da água. Você espera registrar asas batendo, voos elegantes, talvez até cenas de pesca. Mas o que aparece na tela? Cocô. Muito cocô.

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Foi exatamente isso que aconteceu com Leo Uesaka, pesquisador de ecologia comportamental da Universidade de Tóquio. Ele queria entender a corrida das cagarras-do-pacífico (Calonectris leucomelas) antes do voo, mas acabou descobrindo algo ainda mais… produtivo: essas aves seguem uma rotina intestinal rigorosíssima, aliviando-se em pleno ar a cada quatro a dez minutos.

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Isso significa que, durante uma hora de voo, a ave perde cerca de 5% do próprio peso em forma de guano. Para comparar: seria como se uma pessoa de 70 quilos ficasse quase quatro quilos mais leve ao fim de uma hora visitando o banheiro.

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O novo estudo foi publicado na última segunda-feira (18) na revista científica Current Biology. Outro detalhe intrigou os pesquisadores: elas quase nunca fazem isso enquanto estão na água. Mesmo quando param para descansar, preferem levantar voo de novo só para se aliviar.

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Os cientistas ainda não têm certeza do motivo, mas suspeitam de algumas hipóteses: evitar sujar as próprias penas, não atrair predadores com o cheiro, ou simplesmente porque é mais confortável soltar a carga em movimento do que boiando.

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“As cagarras-do-pacífico têm asas muito longas e estreitas, boas para planar, mas não para bater”, disse, em comunicado, Leo Uesaka. “Elas precisam bater as asas vigorosamente para decolar, o que as deixa exaustas. Isso significa que o risco de excretar na superfície do mar vale mais a pena do que enfrentar o esforço da decolagem. Deve haver uma razão forte por trás disso.”

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A descoberta é muito mais do que uma curiosidade escatológica. “Enquanto assistia ao vídeo, fiquei surpreso ao ver que elas defecavam com muita frequência. A princípio, achei engraçado, mas acabou se tornando algo mais interessante e importante para a ecologia marinha”, disse Uesaka.

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As fezes dessas aves são riquíssimas em nitrogênio e fósforo – fertilizantes naturais que favorecem o crescimento de plâncton, corais e até influenciar a quantidade de peixes em certas regiões do oceano.

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Os próximos passos da pesquisa devem incluir o uso de câmeras e sensores de temperatura, combinados com GPS, para mapear onde as aves marinhas liberam seus excrementos no mar. A expectativa é que os estudos futuros permitam entender melhor o papel das fezes desses animais na ecologia marinha.

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“As fezes são importantes”, disse Uesaka. “Mas as pessoas realmente não pensam nisso.”

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