Sete em cada dez estudantes do Ensino Médio que usam internet já utilizam inteligência artificial generativa para fazer pesquisas escolares. Apesar da frequência, poucos recebem orientação sobre como usar essas tecnologias de forma segura e eficiente.
Os dados são da 15ª edição da TIC Educação, pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgada na última terça-feira (16).
O levantamento mostra diferenças no uso da IA, como ChatGPT e Gemini, conforme a etapa de ensino e a orientação recebida nas escolas:
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Além do uso de IA, a pesquisa aponta que os estudantes recorrem a diferentes recursos digitais para pesquisar e aprender fora da sala de aula. Entre os hábitos mais citados:
Para a coordenadora do CGI, Renata Mielli, os números pedem atenção especial. Ela lembra que o uso dessas tecnologias em idade escolar pode impactar a formação.
"Precisamos compreender com maior profundidade de que forma está se dando este uso numa idade escolar que envolve processos de ensino e aprendizagem sobre contextos culturais, sociais e econômicos. Além de informações erradas que estas ferramentas podem oferecer, as respostas podem conter viéses que, sem uma mediação adequada, podem interferir no processo de formação de toda uma geração", explicou.
A pesquisa ainda mostra que 54% dos professores participaram de atividades de formação voltadas ao uso de tecnologias digitais no último ano.
Além disso, outros dados mostram as demais diferenças na participação e nos tipos de formação recebida:
[Jornal da Paraiba]Jornal da Paraíba
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